Voluntários precavêm-se com testagem

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A corporação de Bombeiros Voluntários de Fajões prevê, segundo as orientações recebidas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que metade do seu corpo efetivo seja vacinado contra a Covid-19 “até ao final da primeira quinzena de fevereiro”, segundo referiu o presidente da direção, Ricardo Fernandes, ao Correio de Azeméis. Ainda assim, a direção precaveu-se e realiza, desde março do ano passado, testes regulares de despistagem aos elementos.
“Fizemos, ao longo do ano, cerca de 70 testes, de forma aleatória, e intensificámos este registo em janeiro, testámos logo 15 elementos de forma a tentar minimizar o risco de propagação dentro do nosso quartel”, explicou o dirigente. Ainda apostaram nos equipamentos de proteção individual adequados e em processos de formação para a sua devida utilização. “Não temos uma capacidade financeira que nos permita fazer testes em massa, de forma regular”, admitiu, esclarecendo que seguem “uma matriz própria”, delineada segundo o plano de contingência dirigido pela Direção-Geral da Saúde.
Num total de cerca de 55 elementos, registaram, desde março, cinco casos de infeção que, contidos atempadamente, não implicaram limitações às atividades operacionais. “Ainda conseguimos dar ajuda à corporação de Arouca, que teve um foco em massa, no âmbito dos operacionais”, adiantou Ricardo Fernandes, reconhecendo que não estão “livres” de também virem a precisar.
O comandante, Jorge Bastos, ainda que entenda que não sejam processos fáceis, considera que já deveriam ter sido vacinados. “Estamos na linha da frente e somos os primeiros a lidar com as pessoas que estão infetadas”, afirmou, avançando que serão contemplados 29 bombeiros nesta fase de vacinação e que estes estão esperançosos de que a vacina salvaguarde possíveis riscos de infeção.