Visão de futuro

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Bruno Costa *

 

A incerteza natural da evolução de uma pandemia facilita o alarmismo, terreno fértil para os que tentam semear desconfiança sobre instituições. Não devemos por isso confundir prudência com inércia ou serenidade com apatia. O combate a esta pandemia faz-se com cooperação. Mantendo distanciamentos pessoais e sociais, mas reforçando-se, em simultâneo, dinâmicas e ligações institucionais.
Hoje, tal como desde o início da evolução pandémica, a Autarquia está em estreita ligação com as autoridades de saúde locais, com a proteção civil, com os municípios vizinhos, com diferentes instituições do concelho, com o Governo. É isso que lhe devemos exigir, sem embaraçosos arrebates de bravura. Foi por isso que houve um centro de testes na devida altura e um hospital de campanha na retaguarda. Na base dessa articulação também se constituiu um plano para as escolas. E também se implementou um plano para os lares. É por isso que Oliveira de Azeméis tem agora um Centro de Vacinação Covid, no Pavilhão da Escola Soares de Basto. Tratado sem alarido e no tempo devido. Com a garantia de funcionamento enquanto decorrer todo este processo.
Um local de fácil acesso, com condições para circulação de cidadãos com mobilidade reduzida. É papel do Município apoiar o cumprimento dos três objetivos essenciais definidos pelas autoridades: proximidade, vacinação em grande quantidade e rapidez.
O local foi determinado pelos critérios definidos pela DGS e é aquele que cumpre com todos esses requisitos. Nesta fase importa confiar nas instituições. Façamos as perguntas certas e acreditemos nas respostas dadas.
O combate a esta Pandemia faz-se também com comunicação. Serena. Estamos numa fase crucial da pandemia: um desconfinamento coincidente com a vacinação em larga escala poderá levar ao abrandamento do rigor. É uma fase de esperança e confiança. Terá de ser feita com o apelo à responsabilidade que há muito a Autarquia nos tem convidado a demonstrar.

* Membro da Comissão Política Concelhia do PS