Visão de futuro

0
8

1. Primeiro votaram contra. Sim. Era Dezembro de 2017. Tinham estado 40 anos no poder e no primeiro orçamento depois de eleições nem o benefício da dúvida deram a outro partido. A partir daí, ficou traçado o caminho. Dizer contra até ao fim.
2. Depois a negação. Estava tudo bem. Nem a rede viária era uma necessidade, nem a concessão da rede de água era um problema, nem as escolas estavam degradadas, nem o incentivo ao investimento era necessário, etc. Tudo o que se propunha era pouco, poucochinho, porque afinal estava tudo bem.
3. Depois o silêncio. Um silêncio ensurdecedor. Sobre os estaleiros municipais, sobre a condenação pelos terrenos da Oliprojecta, sobre as indeminizações da Zona de Acolhimento Ul/Loureiro, sobre a devolução de fundos comunitários, sobre os terrenos do Gran Plaza. E até sobre dívida, cujo empréstimo foi pago, em mais de 30%, neste mandato. Um silêncio tão grande como os milhares que tudo isto consumiu.
4. Depois as culpas. A culpa de uma concessão de redes a 30 anos é do único Partido que votou contra e que não a resolve. A culpa da falta de redes de água é de quem não a fez na totalidade em três anos. A culpa da rede viária é de quem a anda agora a recuperar. A culpa das escolas é de quem fez o maior investimento de sempre na sua recuperação e do único município no país, o único, que conseguiu mais um milhão de euros para recuperar o seu parque escolar.
5. Depois o desespero. Estão a fazer-se muitas coisas, mas já vinha tudo de trás. O Caracas, as escolas, a rede viária, o Mercado, o Fórum. Estranho até, porque se já vinha tudo de trás, porque votar contra todos os orçamentos?
6. Agora a heresia. Nem mais. No artigo aqui à direita, na semana passada, o PSD escreve que o executivo está a tentar cumprir o programa eleitoral. Ficou escrito. Que tontice é essa? Em política, mesmo dedicando muito esforço ao combate à pandemia, que tolice é essa de tentar cumprir o Programa Eleitoral?
Bruno Aragão, Presidente da Comissão Política Concelhia do PS