Utilização do coreto “não é digna”

Grades do coreto usadas para “pendurar artigos”

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Chegou à redação do Correio de Azeméis um relato de um munícipe a dar conta de que, em Loureiro, o coreto situado no Largo da Nossa Senhora da Alumieira foi usado como uma espécie de “estendal” e que esta ação “não dignifica” aquela estrutura. O presidente da Junta de Freguesia de Loureiro, José Queirós, confirmou esta situação caricata ao jornal, realçando que já falou com os comerciantes responsáveis por esta atitude.
“De vez em quando, à quinta-feira, os comerciantes colocam os artigos pendurados na grade do coreto. Indignado, o Sr. Fernando Pinto, como ofereceu o coreto à freguesia, veio falar comigo sobre este assunto”, explicou o autarca loureirense José Queirós ao Correio de Azeméis. “Na quinta-feira [passada], sei que os comerciantes não colocaram os artigos no coreto, mas na outra quinta-feira, como estava a chover, sei que amarraram os toldes à grade do coreto”, descreveu.
O presidente da Junta de Freguesia de Loureiro afirmou ter falado com os comerciantes, que “nem sempre lhe dão ouvidos”. “Aquilo dá-lhes jeito… O coreto não estraga, de facto, mas também não fica bem”, considerou José Queirós, relembrando as palavras de Fernando Pinto: “Eu ainda estou vivo e já está assim; quando eu morrer, põem-no abaixo”.
José Queirós compreende a posição de Fernando Pinto, mas também entende que “não seja um caso agravado”.
“Percebo o sentimento; doou o coreto à freguesia de coração e o Sr. Fernando, na minha perspetiva, entende que esta ação significa uma espécie de ‘desprezo’ pela sua entrega a Loureiro”, declarou o presidente da Junta.

Marta Cabral