Todos família, todos irmãos, todos de casa

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Família, irmãos, casa… eis três palavras densas e intensas, qual delas de maior humanidade, ou qualquer uma delas de igual dignidade, marca do ser pessoa em toda a existência humana.
O que mais nos define na vida: uma família! Para encontrar a verdade da vida, o que mais necessitamos: irmãos. Acreditando que todos os dias nos construímos, a casa é marca da história em cada ser humano e em cada cultura.
Pobres serão todos os que nunca ajudam a construir família. Pobres e pecadores os que vivem egoisticamente como se não precisassem de ninguém. Pobres, pecadores e diabólicos os que estragam e destroem a casa, a terra e o mundo que nos foi dado viver.
Neste Natal de 2020 vivemos marcados pela pandemia de um vírus. O combate tem sido intenso. Ninguém comanda facilmente. A todos bate à porta algum sinal ou sintoma de fragilidade, de doença e mesmo de morte.
Mais do que nunca, a estratégia de defesa passa pela família, onde nos confinamos e descobrimos novas formas de sobrevivência. A nossa fraternidade é significada no vírus, que a todos, mesmo a todos, nos irmana. E, neste mundo global, em cada casa (agregado familiar, região, país) encontramos a esperança da vida que recomeça sempre em cada manhã.
Alguém quer desistir?! Eu, não! Aqui ou acolá ofuscam-se sinais de esperança. Mas em família ninguém desespera. Há sempre irmãos, meus ou dos outros, que nos dão a mão.
Padre José Lima, Pároco de Oliveira de Azeméis