Testagem marca regresso às aulas

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Após o segundo confinamento, o regresso às aulas decorreu sem grandes percalços no concelho de Oliveira de Azeméis. Foi a opinião consensual dos convidados, ligados à educação, numa mesa online de conversa que reuniu o vereador da Câmara Rui Luzes Cabral, a diretora do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, Ilda Ferreira, o diretor da Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa, Henrique Pereira, o diretor da Escola Superior Aveiro-Norte, Martinho Oliveira, e a diretora do ISVOUGA – Instituto Superior de Entre Douro e Vouga, Adélia Portela.

A primeira vez que a comunidade escolar teve de ir para casa foi difícil mas, desta vez, o processo decorreu com “normalidade”. “Fazendo um balanço geral, julgo que não há razões para dizer que as coisas foram uma tragédia”, considerou o vereador com o pelouro da Educação, Rui Luzes Cabral.
Para a diretora do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, o primeiro confinamento trouxe mais constrangimentos, uma vez que ninguém estava preparado para ficar em casa. “Foi um período difícil, mas conseguimos ultrapassá-lo. Agora, o nosso plano de contingência foi apenas atualizado”, informou Ilda Ferreira. “As regras mudaram do primeiro para o segundo confinamento e o principal constrangimento é quando há alunos positivos”, explicou, dando como exemplo que um estudante do 6.º ano ‘colocou’ nove professores em casa durante 14 dias.
A maior alteração agora sentida no regresso às aulas foi a testagem aos alunos. “É complicado, porque, quando há um caso positivo, vai meio mundo para casa”, comentou o diretor da Escola Superior Aveiro-Norte (ESAN), Martinho Oliveira. “A ESAN retomou o ensino presencial a 100 por cento em três turnos: manhã, tarde e noite. Tenho dificuldade em entender como vamos formar os nossos futuros profissionais à distância”, considerou.
O diretor da Escola Superior de Saúde (ESS) Norte da Cruz Vermelha Portuguesa, Henrique Pereira, admitiu que ele próprio está “cansado” de videoconferências. “Com a testagem, realizada pela nossa própria equipa, não testámos ninguém positivo”, contou o responsáve. “Neste momento, aliás, estão a ser vacinados os nossos alunos do 4.º ano”, adiantou.
A diretora do ISVOUGA também contou que já testaram cerca de 600 pessoas e que, até agora, não registaram nenhum caso positivo. “O regresso às aulas é sempre mais agradável do que o confinamento e está a decorrer normalmente. Não tivemos de alterar nada a nível de calendário escolar, a não ser a Queima das Fitas”, revelou Adélia Portela. “Já no ano passado as provas foram feitas presencialmente e nas aulas teóricas a avaliação feita à distância. Esperamos desconfinar cada vez mais”, desejou.