“Tem havido incoerência”

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O Governo suspendeu as competições não profissionais de desporto no passado fim de semana, à exceção do futebol profissional — a Liga NOS e a Liga Portugal 2 — que mantiveram a calendarização inalterada. A decisão resultou da resolução do Conselho de Ministros, de 22 de outubro, que aplicou a medida de limitação da circulação entre concelhos.

O presidente da Associação de Futebol de Aveiro (AFA), Arménio Pinho (na foto), em declarações ao Correio de Azeméis, afirmou que tem havido “uma dualidade de critérios, por parte da DGS, em não permitir que as atividades desportivas evoluam como as outras atividades”. O representante diz que há um descontentamento generalizado na comunidade desportiva. “A formação, há oito meses que não funciona, o público nos estádios também não tem sido permitido, mas assistimos a outras situações que são permitidas, e as pessoas não aceitam”, explicou.
Ainda que consinta que o fator da saúde prevaleça, Arménio Pinho considera que “tem havido, até aqui, incoerência”. No entanto, esclareceu que se encontram a aguardar uma decisão por parte do Conselho de Ministros e, também, de uma palavra por parte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para depois “pensar qual será a melhor solução, indo ao encontro dos clubes”. Acrescentou que “é uma decisão muito difícil” sobretudo “financeiramente, quer para o clube, quer para os atletas” e para a AFA. “Sabíamos que ia ser difícil, não sabíamos que ia ser tão difícil”, completou o líder.
A AFA está, portanto, a aguardar a Resolução do Conselho de Ministros para decidirem se as competições continuarão congeladas nos próximos fins de semana, consoante as regras decretadas para os próximos quinze dias. O presidente da AFA adiantou que estão com “cerca de 20 equipas, entre futebol e futsal, com casos da Covid-19” e que se a jornada deste fim de semana tivesse sido realizada só teriam “metade dos jogos”.