Teixeira dos Santos faleceu com 86 anos

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O industrial do ramo da relojoaria e da indústria do calçado, Manuel Teixeira dos Santos, faleceu aos 86 anos. Num texto enviado à redação do Correio de Azeméis, o presidente da direção da Casa-Museu Regional de Oliveira de Azeméis, Samuel Oliveira, descreveu Teixeira dos Santos como “um homem bom e um fajonense muito ligado às coletividades” e “ao progresso da sua terra natal”, que “serviu com entusiasmo e dedicação”.

Nascido em Fajões no dia 02 de maio de 1934, “muito novo” rumou à cidade de Braga onde foi iniciado por um seu familiar na arte da relojoaria, que veio a ser “a profissão da sua vida” a par da indústria de calçado a partir da década de oitenta. Após o casamento com Maria Natália Borges de Carvalho Santos, fixou residência no lugar da Cruz da freguesia de Fajões (atual Rua 30 de Agosto), onde abriu uma ourivesaria/relojoaria. Passou a seguir, “com muita atenção e interesse”, os problemas sociais e aspirações da sua freguesia.
De 1958 a 1965, Teixeira dos Santos integrou a primeira direção d’As Ceifeiras de Fajões que, presidida por Samuel de Bastos Oliveira, guiou o grupo “a um patamar de grande prestígio” no folclore nacional. Apaixonado pelo desporto nacional e regional, na década de oitenta do século passado, foi presidente da Direção do Grupo Desportivo de Fajões durante vários anos. Também foi presidente da Direção da Banda Musical de Fajões de 29 de fevereiro de 1976 a 30 de agosto de 1981, enfrentando com “audácia” um período difícil da coletividade.
No entanto, foi em 1972/1973 que Teixeira dos Santos deu “a maior prova de amor à sua freguesia”, quando disponibilizou algumas repartições da sua moradia e o seu quintal para a Junta de Freguesia, presidida por Samuel Bastos Oliveira, e aí construir instalações para o ciclo preparatório (origem da Escola Preparatória e atual Escola Secundária de Fajões), “a maior instituição cultural e educativa de todos os tempos que a freguesia e a região ficam a dever à disponibilidade” de Manuel Teixeira, que sacrificou parte da sua habitação à autarquia local de 1972/1974.