Produtores agrícolas abastecem quatro concelhos

Os produtos que compõem o cabaz PROVE são colhidos no próprio dia

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https://youtu.be/mt5il_9fmOY

O núcleo do projeto PROVE – Promover e Vender de Oliveira de Azeméis, localizado nas freguesias de S. Martinho da Gândara e Loureiro, “cresceu exponencialmente durante a pandemia”, contou uma das produtoras envolvidas, Sónia Cruz, em entrevista à Azeméis FM/TV. As pessoas sentem-se mais seguras ao levantar os alimentos sem grandes contactos, nem multidões. “O consumidor PROVE é um consumidor muito consciencioso, o produto é valorizado e valorizam o nosso trabalho”, afirmou a produtora.

Ana Soares

O projeto que começou há 11 anos, por iniciativa da Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Terras de Santa Maria (ADRITEM), juntou quatro produtores oliveirenses – Sónia Cruz, Laurinda Costa, Fátima Rosa e Elói Gomes -, que foram “pioneiros” na região. Atualmente, fornecem os concelhos de Santa Maria da Feira, Espinho e S. João da Madeira, além do concelho oliveirense, por incapacidade deoutros em manterem o projeto. “Estamos com cerca de 150 consumidores ativos semanais”, comunicou Sónia Cruz, que tem uma área aproximada de 20 mil metros quadrados para cultivo, à semelhança dos seus colegas.
O intuito é levar os alimentos produzidos diretamente aos consumidores sem interferência de armazenistas, garantindo a frescura do produto. “O objetivo do cabaz PROVE é ser colhido no dia e ter como base a sopa, a fruta e a salada… são todos produtos da região”, explicou Sónia Cruz, realçando que “a ideia é que seja o mais natural possível e que seja da época”.
O cliente pode inscrever-se em http://www.prove.com.pt/, fazer a sua encomenda, de um capaz pequeno ou grande, semanal ou quinzenal, e levantar no local pretendido e disponibilizado pelo produtor.
De forma a tentar melhorar os seus serviços, os quatro produtores estão agora a estudar uma forma de reduzir a utilização de plástico. “Temos cestos para os cabazes e sacos de rafia que são reutilizáveis, mas há sempre situações em que é necessário recorrer ao saco plástico para o cliente levar o seu legume”, esclareceu, anunciando que “o saco de papel não é uma alternativa porque o alimento vai molhado”.
Sónia Cruz, que foi “empurrada” para a agricultura, para dar uso aos terrenos que possuía, admitiu que, se não fosse o projeto PROVE, não estaria tão dedicada à área, mas que o núcleo lhe deu alento e propósito.