“Pindelo ficou esquecido”

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A par das últimas noticias avançadas pelo Governo a respeito de uma intenção para reavaliar o mapa das freguesias e das uniões criadas, são muitas as localidades que começam a pronunciar-
-se. O Correio de Azeméis saiu e sairá à rua para tentar perceber o ponto de vista e os anseios da população do concelho, mais concretamente das freguesias agregadas.

A começar pela freguesia de Pindelo, agora pertencente à União de Freguesias de Nogueira do Cravo e Pindelo, foi quase unânime a opinião dos pindelenses, que afirmam que “Pindelo ficou um bocado esquecido”, como afirmou, por exemplo, Vítor Baptista. Isto porque a maioria afirma, que desde então, a freguesia não teve nenhum tipo de evolução. “No próprio nome está em segundo lugar [Pindelo] e passamos por ser um lugar de Nogueira do Cravo e não uma freguesia”, referiu Carla Costa, natural da freguesia.
Para além da falta de evolução que a população considera existir, reclama ainda os serviços que foram deslocados para a freguesia de Nogueira do Cravo, nomeadamente o posto médico, os correios, o banco e outras valências, que, a juntar à própria Junta, empobreceram a freguesia. “Se já não tínhamos nada aqui, com menos ficámos”, salientou o proprietário da Contaserv, localizada em Pindelo, Armando Lourenço.
Do ponto de vista dos representantes partidários da oposição na Junta de Freguesia, as opiniões dividem-se. “À visão do partido, eu acho que a União das freguesias é prejudicial a ambas”, declarou Joana Leite, representante do Partido Independente, candidata à Junta da União de Freguesias, em 2017. Tem de se “olhar para a população como uma população muito envelhecida” em que “os serviços estão longe das pessoas”, defendeu. Portanto, mostra-se a favor da desagregação. Ainda que seja nogueirense, salientou que “não tem a ver com bairrismo, tem a ver com a proximidade que a população tem de ter”, acrescentando que “as pessoas sentem-se muito desprotegidas”.
Por outro lado, Ricardo Sá, representante do PS, candidato à Junta da União de Freguesias em 2017, acredita que, uma vez que as freguesias estão agregadas, deve-se continuar a União de Freguesias. Explicou que, financeiramente e não só, a desagregação traria um conjunto de burocracias enormes e desacordo entre as populações. “Tanto este executivo como o executivo anterior, fizeram o que puderam nas duas freguesias”, afirmou. “Era muito melhor devolver os serviços a Pindelo do que devolver uma Junta de Freguesia”, concluiu.