Partiu Júlio Mateiro

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Com 81 anos de idade, faleceu Júlio Ramiro Brás Mateiro, casado com Regina Affonso Teixeira Mateiro e pai de dois filhos, Júlio Omar Affonso Mateiro e Ricardo Filipe Affonso Mateiro. Fez ontem, segunda-feira, uma semana que Júlio Mateiro foi sepultado.

O nome de Júlio Mateiro ficará sempre ligado ao fabrico do vidro. Na edição do Correio de Azeméis de 10 de junho de 1926, lê-se que “sob a designação de Centro Vidreiro do Norte de Portugal, acaba de se constituir uma sociedade para compra e exploração das fábricas de vidro que a Companhia Vidreira de Portugal possuía em Oliveira de Azeméis, o que é um facto muito digno de registo”.
Após uma longa e atribulada vida descrita nestas colunas pelo estudioso Aurélio Guerra – também ele um nome grande do vidro -, Júlio Gomes da Silva Mateiro, pelo seu casamento com Rosa de Meneses Brás, entraria decisivamente na sociedade a que presidiria até à morte, em 1999.
A empresa alcançou uma dimensão internacional, gerando riqueza e prestígio, mas que viria a soçobrar. Deste casamento nasceria o extinto Júlio Mateiro, que ficou órfão de mãe aos onze anos e que ao vidro dedicou a sua vida profissional.