Orçamento aprovado por unanimidade

Executivo liderado por Helena Moreira

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O contrato interadministrativo, tendo em vista a criação do Museu, foi aprovado na Assembleia de Freguesia de Carregosa. Na mesma sessão, a venda de terrenos na entrada principal da freguesia gerou controvérsia.

Paulo Rocha

Na passada sexta-feira, o executivo da Junta de Freguesia de Carregosa reuniu em Assembleia Geral com vista à apresentação do relatório de atividades e da posição financeira referente ao ano de 2020. Aprovado por unanimidade, o orçamento ficou marcado por uma execução abaixo do esperado. Com gastos previstos de cerca de 550 mil euros, a presidente da Junta e a sua equipa acabaram por executar apenas 267 mil euros do inicialmente previsto.
Helena Moreira (CDS) explicou que, devido à Covid-19, acabou por ser uma “execução fraca”. “Sempre fui clara em relação ao orçamento do ano. Tal como disse anteriormente, era uma projeção do que queríamos fazer mas dificilmente seria concretizável devido aos constrangimentos que surgiram. Estas contas demonstram ‘ipsis verbis’ aquilo que temos feito. Muito ou pouco, foi o conseguimos”, analisou. Helena Moreira salientou, ainda, “a colaboração estreita com algumas associações, tendo em vista a realização de alguns muros”.
Na oposição, Ana Almeida (PSD) questionou o aumento de algumas despesas tendo em conta o inicialmente previsto, tanto no que diz respeito à “assistência técnica”, ao “pessoal em tarefa” nas obras do cemitério ou o custo da reparação do trator da Junta de Freguesia. “Temos aqui uma execução de 26 por cento devido às correções que apresentei, senão seria de 10 por cento”, atirou.
O contrato interadministrativo de apoio financeiro às obras no ‘Museu’ também foi aprovado por unanimidade, tendo sido feitas “algumas obras” no Edifício Eduarda Vasques que já estão “quase pagas”. Segundo Helena Moreira, após a visita do atual presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge, ficou decidido que é necessário mudar todas “as janelas de todo o edifício” devido às más condições destas.
A hipótese de serem construídos pavilhões industriais nos terrenos entre as bombas de gasolina e a rotunda da Cavadinha tem, também, gerado apreensão junto dos habitantes locais. Esta construção criaria demasiado ruído e contraste naquela zona, dado que futuramente nascerá ali não só o Parque Verde, como uma zona residencial do lado da Quinta da Póvoa.
O executivo carregosense decidiu investir parte do dinheiro que tinha em caixa na compra de uma faixa contígua às bombas de gasolina para evitar que ali fossem construídos pavilhões. Nesse local, nascerá uma faixa direta para o Parque Verde da cidade. Helena Moreira explica que “já foi feito um pedido de alteração da sua viabilidade construtiva para deixar de ser classificado como zona industrial e passar a ser uma zona residencial. A expetativa é que essa alteração acontecesse até junho, mas devido aos constrangimentos provocados pela pandemia, o processo atrasou”, justificou.
A doação do terreno, em Azagães, doado por Maria Estrela à Junta de Freguesia, foi aprovado por unanimidade. Falta apenas cumprir as formalidades relativas à escritura e ao seu registo.
Nesta sessão, foi ainda aprovado e ouvido por unanimidade o novo hino da freguesia de Carregosa, da autoria de António Jesus Amorim – com quem serão negociados os direitos de autor -, e musicado pelo maestro Valter Palma.