Oposição acusa executivo de adiar investimentos

ORÇAMENTO ‘ESGOTA-SE’ EM OBRAS para 2021

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Inatividade e falta de dinamismo por parte do executivo da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, são as críticas que o PSD e o CDS-PP fizeram no último programa ‘Politicamente Correto’, dinamizado pelo Correio de Azeméis.
Na perspetiva de António Pinto Moreira (CDS-PP), este executivo optou por uma gestão de “estilo” diferente e, por isso, não pode apontar erros de gestão ao executivo anterior. Referiu, ainda, que o executivo do PSD priorizou o investimento e não a “dívida”, o que resultou em muitas obras para o concelho, que tiveram de ser amortizadas posteriormente. Acrescentou que o executivo do PS faz “orçamentos para iludir” e que esteve “três anos sem fazer intervenção nenhuma”. “Cortou nas famílias, na educação e em bens sociais”, disse, lembrando que o valor para estas rubricas “quase que dobrou”, este ano, em relação aos dois anos anteriores.
José Campos (PSD) compreende que “um saldo de gerência desta natureza [19.5 milhões de euros] ou é porque houve incompetência ou é propositado”. Considera que “tem havido um adiamento de investimentos”, penalizante no concelho. Sublinhou que não existe uma justificação para a autarquia não ter atuado tendo em conta a situação financeira confortável, acrescentando ser “inadmissível”, com valores de “14 milhões de euros”, intervir no parque escolar só em 2021, bem como prever 3,5 milhões de euros para a rede viária, ainda este ano também. Para José Campos, é um ato eleitoralista. “Tem tudo menos de gestão rigorosa ou boa gestão, há que se começar a fazer mais do que anunciar”, concluiu, tecendo críticas ao Departamento de Comunicação da autarquia. O representante do PS, Bruno Aragão, avançou que muitas das obras que se iniciam este ano não “vão ficar concluídas”, portanto, “tem muito pouco de eleitoralista”. Justificou, ainda, que o orçamento transitado “esgota-se nas obras que já estão em curso”, para as quais o executivo fez um esforço de gestão financeira durante o seu mandato de forma a ter capacidade “para as suportar”, disse. Alegou, ainda, que a falta de atuação se deveu à inexistência de projetos, que levaram o seu tempo a realizar para agora avançar a sua execução. “Há aqui um adiamento de obras essenciais há muitos anos”, disse, acrescentando que o parque escolar não se degradou em três anos.

Ana Soares

“Faltam coisas que já deviam ter sido feitas há dois anos”.
José Campos (PSD)

“Deviam ter sido feitas há muitos anos, estamos a fazê-las, temos de continuar porque falta fazer muitas coisas”.
Bruno Aragão (PS)

“A rede viária é um excelente exemplo, mas ainda faltam muitas ruas para requalificar”.
Bruno Aragão (PS)

“Foram três anos sem fazer intervenção nenhuma na rede viária e não é preciso um projeto. Há um trabalho enorme que será feito este ano de reparação de arruamento”.
António Pinto Moreira
(CDS-PP)

“As estradas estão todas a acontecer em 2021”.
José Campos (PSD)

“Já percebi porque é que o Eng. Pinto Moreira acha que as contas não são importantes, são só intenções. O Parque Urbano foi o primeiro terreno que ficou abaixo do seu custo real, está a ser integralmente suportado pelo esforço de poupança de despesas que nunca deviam ter existido no município.”
Bruno Aragão (PS)

“Para apoiar a educação e as famílias não é preciso projeto”.
António Pinto Moreira
(CDS-PP)

“E das zonas industriais? Não interessa falar. Continuam a adiar há três anos [os investimentos].”
José Campos (PSD)