Número de infeções tem “reduzido”

92 casos confirmados no dia 13 de fevereiro

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À luz das últimas informações avançadas na última reunião de Câmara pública, a incidência de casos de infeção por Covid-19 nos últimos 14 dias – indicador utilizado para referenciar as medidas restringidas aos concelhos – foi de 525 casos por 100 mil habitantes, o que mantém Oliveira de Azeméis na categoria de concelho de risco muito elevado. No entanto, o presidente da Câmara Municipal, Joaquim Jorge, declarou que houve “um crescimento negativo de casos na ordem dos 64 por cento” na semana passada face à semana anterior.
O edil adiantou que um relatório da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, de 13 de fevereiro, dava conta de 92 casos confirmados no concelho de Oliveira de Azeméis. Devido à redução do número de pessoas infetadas, o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV) mantém a sua capacidade de internamento para receber os utentes. “Tem havido um ajuste gradual à procura. Existe uma acentuada redução de doentes internados e o CHEDV está a preparar a retoma da atividade cirúrgica para dar resposta a patologias não Covid”, sublinhou Joaquim Jorge. “Durante o mês de março, esperamos que o nosso Centro Hospitalar recupere todos estes pacientes”, disse.
Até ao fecho da edição do jornal, os dados cedidos ao Correio de Azeméis davam conta de 12 oliveirenses internados na enfermaria no Hospital S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, dos quais três se encontram nos Cuidados Intensivos. “São todos do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 58 e os 71 anos”, destacou Joaquim Jorge. Na totalidade, 76 pessoas encontram-se internadas, permanecendo 16 nos Cuidados Intensivos.

Maioria dos lares já
receberam as duas doses
Os utentes e os profissionais dos lares de S. Miguel, Pinheiro da Bemposta, Fundação Manuel Brandão, Associação de Melhoramentos Pró-Outeiro e Obra Missionária de Ação Social de Cucujães já tomaram a primeira e a segunda dose da vacina contra a Covid-19. A primeira dose já foi administrada nos lares de Pisão, S. Roque, Centro Infantil de Cesar, Centro Social Dr.ª Leonilda Aurora Silva Matos e na Santa Casa da Misericórdia de Oliveira de Azeméis.
“Tivemos lares – são estes que tomaram a primeira dose – que não puderam tomar a vacina na mesma altura que os outros porque tinham surtos ativos”, apontou Joaquim Jorge. “Esse problema está ultrapassado e, rapidamente, estas Instituições Particulares de Solidariedade Social vão receber a segunda dose”, assegurou, dando nota de “apenas de um lar residencial com cinco utentes positivos”.

Marta Cabral

 

Sete alunos com aulas presenciais devido à falta de equipamentos
O executivo municipal informou que 106 alunos, filhos de trabalhadores essenciais, continuam abrangidos pelas escolas de referência do concelho – Escola Básica e Secundária de Fajões, Escola Básica de Loureiro, Escola Básica e Secundária Dr. Ferreira da Silva, Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro e Escola Básica e Secundária Soares Basto. Na sequência da pandemia, a Câmara Municipal também entregou 114 ‘hot spots’ pelos diferentes agrupamentos à medida dos “pedidos” que foram chegando ao município. Apesar de a autarquia ter adquirido 330 computadores para esse efeito, há sete alunos que estão a ter aulas presenciais por indisponibilidade de equipamentos. “A Ferreira de Castro é a escola de referência do concelho indicada pela DGEstE [Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares] para o local designado para decorrer testes para assistentes operacionais, técnicos e professores que se tenham que deslocar para as escolas”, adiantou o presidente da Câmara, Joaquim Jorge.