Visão de futuro

PS

Bruno Aragão *

Faz precisamente hoje três anos que tomei posse como deputado à Assembleia da República.  Quando me lembro desse dia de 2019, tenho a sensação de que foi num outro tempo.

De lá para cá, uma pandemia varreu o mundo e virou-nos de pernas para o ar. Pela primeira vez decretamos, em democracia, o Estado de Emergência e, também pela primeira vez, um Orçamento do Estado chumbou. Entretanto, a invasão da Ucrânia pela Rússia acelerou o fim da pandemia que, na verdade, já nos parece uma coisa distante. Entretanto, e por consequência, as taxas de inflação, os combustíveis, os preços da energia ou os produtos alimentares subiram de tal forma que, mesmo solidários com o povo ucraniano, nos centramos nas dificuldades que estes aumentos geram nas nossas vidas. 
É neste contexto que iniciamos amanhã mais um Orçamento do Estado. E, como sempre, agora num contexto bem mais difícil para todos, o nosso esforço deve ser o mesmo: perceber como um documento tão técnico tem impacto na vida das pessoas.
Aumentar os salários e as pensões, atualizar os escalões do IRS ou alargar o IRS jovem, reforçar as transferências para as autarquias, aumentar o abono de família, continuar a alargar a gratuitidade das creches, aumentar o complemento solidário para idosos, limitar o aumento das rendas, compensar os senhorios, manter inalterados os preços dos transportes públicos, reduzir a carga fiscal sobre os combustíveis são tudo medidas previstas no Orçamento do Estado.
Mas temos de ser claros. Muitas vezes estes aumentos ou estes apoios ficam abaixo do que as pessoas legitimamente esperam. A esta diferença entre o que é possível e o desejável chamamos prudência. Por uma coisa simples: a melhor forma de nenhum destes ganhos se transformar nos próximos anos numa perda efetiva é garantir que mantemos as contas certas. Porque é esta margem que nos permite avançar, mesmo que a uma velocidade mais lenta ou cautelosa. 
 * Presidente da Comissão políticado ps de Oliveira de Azeméis

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