Visão de futuro

Opinião PS

Ao longo dos anos, a política optou muitas vezes por discursos de tudo ou nada. Essa forma de fazer as coisas conduziu à necessidade de, em eleições, uns prometerem tudo e, em fim de mandato, os outros dizerem que não se fez nada. Inverter esta lógica, sacrificando os resultados imediatos às decisões estruturais, é fundamental. Não há outro caminho. Vejamos: 1. 2020 foi o ano de maior execução do Plano Plurianual de Investimento (PPI) em mais de uma década. Mas 2013 foi o ano de maior investimento total, ou seja, do PPI somado a outros subsídios ou apoios. Como afirmou o então presidente da Câmara, foi por ser ano eleitoral. 2. Nesse ano o investimento foi mais do dobro dos anos anteriores, mas logo no ano seguinte diminuiu quase 40%. Era tudo ou nada. 3. Pelos projetos e obras em curso, sabemos que 2021 superará todos os valores da década, mas sabemos também que 2022 continuará essa tendência de crescimento. Basta pensar, por exemplo, nas candidaturas agora aprovadas para aumento da rede de saneamento. Permitirão, previsivelmente em 2022, atingir 62% de rede tratada e, sem lógicas de tudo ou nada, conseguir fazer, em seis anos, mais do dobro dos últimos 40. 4. O mesmo se passa, por exemplo, com o IMI. Iniciámos a redução da taxa em 2020. Essa baixa atingiu o mínimo em 2021, mas continuará no mínimo em 2022 e nos anos seguintes. O município abdicará de receitas de impostos todos os anos, mas é uma opção de planeamento estrutural. Que significa tudo isto? Que apesar de termos em 2020 o maior investimento em PPI da última década está tudo feito? Nada disso. Somos ainda um dos municípios da região que, por cada cidadão, menos consegue investir. Cerca de 128 euros em 2020. Ainda é pouco, apesar de ser o valor maior! Está longe de ser tudo ou nada, porque continua a ser mais o que nos falta fazer do que aquilo que já fizemos. Bruno Aragão, Presidente da Comissão Política do PS

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