Um olhar “ético sobre a eutanásia”

Cesar Carlos Costa Gomes

A OPINIÃO DE CARLOS COSTA GOMES

Depois de escrever um artigo no Correio de Azeméis, onde expõe a sua opinião sobre a eutanásia, Carlos Costa Gomes esteve nos estúdios da Azeméis TV/FM para justificar a sua posição.

A ética na “morte assistida”
A ética está em tudo (...) Antes de aprovar de facto a lei da eutanásia que eu acredito que está com os pressupostos éticos errados, devemos criar as condições necessárias, primeiro de cuidados de saúde para que as pessoas não sintam em primeiro lugar a necessidade de pedir para morrer. Eu acho que nenhuma pessoa quer ou gostaria de morrer. (...) A pessoa não está a pedir para morrer, a pessoa está a pedir para lhe tirar o sofrimento. Temos que ver isso antes”. 

O que diz a lei? 
“Relativamente à questão desta lei, esta lei apenas permite, e no caso da tetraplegia, a pessoa está num sofrimento horrível, horrível no sentido em que não sente, a vida perdeu o sentido, não tem um projeto de vida e quando não temos um projeto, a vida deixa de ter sentido (…) Uma tetraplegia é incurável, mas não é fatal. Agora reduziram, tiraram a fatalidade para doenças incuráveis, o que quer dizer que qualquer pessoa com uma doença incurável, não só tetraplegia, como outra qualquer, como diabetes ou uma doença renal, em qualquer circunstância, pode fazer o pedido. O que a lei diz é que a pessoa doente só tem direito a fazer o pedido, não é a pessoa que decide se vai morrer ou não. Portanto, o que é que nós temos nesta lei e é por isso que eu acho que ela está com pressupostos éticos errados”. 

Autonomia vs.
autodeterminação
“Eu sou o Carlos Costa Gomes e estou numa situação de doença. Apesar da vida ser um valor inviolável, ninguém me pode obrigar a viver numa circunstância em que não aceito. A minha autonomia pessoal deve dar-me o direito de poder decidir sobre mim. (…) Mas há aqui uma contradição, porque eu tenho autonomia, mas depois de autonomia há outro conceito importante que é a autodeterminação. Eu tenho a capacidade de fazer a escolha, mas depois tenho que ter a mesma capacidade de autodeterminar-me, de realizar a escolha que fiz”. 
 

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