"Tirámos o Cesarense do charco"

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Quando assumiu a presidência do FC Cesarense, a dívida do clube ascendia aos 400 mil euros. Quando saiu, a dívida rondava os 140 mil

Exclusivo> Ex-presidente esclarece dívidas do clube

Francisco Azevedo, ex-presidente do Futebol Clube Cesarense, tem sido alvo acusações de ter deixado o clube numa situação “desastrosa” aquando a sua saída. À Azeméis TV/FM, Francisco realçou o trabalho de um grupo de jovens que apanhou um clube com 400 mil euros de dívida, num vazio diretivo e que passados quatros anos, tem, atualmente uma dívida a rondar os 140 mil euros.

Na entrevista concedida à Azeméis TV/FM e liderada por Hermínio Loureiro, Francisco Azevedo revelou-se triste por algumas críticas que têm vindo a ser tornadas públicas sobre o estado em que deixou o clube. Nos estúdios da Azeméis TV/FM contou a forma como um grupo de jovens caminhou pelo desconhecido com o objetivo de unir os cesarenses.

A redução da dívida
“As pessoas parece que se esquecem mas, quando entrámos para o FC Cesarense, o clube tinha uma dívida superior a 400 mil euros. Nós saímos e, neste momento, deve ter uma dívida à volta dos 140 mil euros, o que é uma redução enorme. Foram quatro anos em que fui mais de vinte vezes a tribunal por coisas que nada tinham a ver comigo ou com a minha direção. Defendi sempre o Cesarense e não vou esconder que agora fico um pouco triste com tudo o que se anda a dizer”.

Estádio do Mergulhão esteve penhorado
“Deixámos o clube sem dívidas na Segurança Social, nas Finanças, coisas que, quando cheguei, apanhei, inclusive tivemos o estádio penhorado. Na Associação de Futebol de Aveiro, falou-se que esta direção não ia conseguir inscrever novos jogadores por causa da dívida, mas quando chegou ao término do nosso mandato  liquidámos o valor, os 60 por cento  que a associação exige. Foram liquidados a pronto pagamento e os restantes 40 por cento, que prefaziam 4 mil e 600 euros, transitaram para dois pagamentos a 60 e 90 dias”.

Os números
“Já se debateu muito, até nas últimas assembleias às quais eu fui, e  fala-se do estado caótico em que a minha direção deixou o FC Cesarense e se nós formos a factos, nós deixamos uma dívida de quatro mil euros a fornecedores e aqui incluímos os fornecedores da roupa e da publicidade com 2500 euros, incluímos uma empresa de transportes de 500 euros e incluímos o Supermercado Casarão com perto de mil euros”. 

Nenhum jogador  ficou sem receber
“Deixámos uma fatura de luz que venceu posteriormente ao término do nosso mandato, no valor de mil e cem euros. Pelos vistos, deixámos dívidas de água — o FC Cesarense possui água própria —, mas parece que deixámos uma dívida de 200 euros. Em telecomunicações, ao que parece, também deixámos uma dívida na ordem dos 200 euros. A pessoal, jogadores e treinadores, ninguém ficou com qualquer valor a liquidar, apenas a dois dos nossos fisioterapeutas que prefaz um valor de 700 euros e também, pelos vistos, devíamos ao Carregosense 70 euros por causa de umas bolas que nos foram cedidas no Mundialito”.

Unir os cesarenses
“Nos nossos quatro anos procurámos unir os cesarenses, porque o FC Cesarense se não for unido, certamente que não terá esse futuro que estamos aqui a preconizar porque Cesar não é assim tão grande para se poder dividir e achar que o FC Cesarense é deste ou daquele. O Cesarense tem que ser a força de todos os cesarenses”. 

O grupo de jovens que salvou o FC Cesarense
“Fui durante quatro anos presidente do FC Cesarense, liderou uma equipa que não tinha historial praticamente nenhum no associativismo. Assumi o desafio que não era nada fácil, nem sabíamos bem para o que é que íamos. Foi muita luta, foi basicamente tirar o Cesarense do charco. Nunca procurámos atacar ninguém. Tenho trinta anos, vejo o FC Cesarense desde muito novo e não me lembro de nenhum ex-presidente ser acusado de deixar uma dívida, como eu fui, neste caso, de cinquenta mil euros, e alguns até deixaram bem mais”. 

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