Em
Correio de Azeméis

24 Jan 2023

Politicamente (in)correto

CHEGA

Manuel Almeida *

Porque protestam os professores? As suas reivindicações são legitimas?
Nos últimos meses, a luta dos professores contra o governo tem-se agudizado com paralisações pontuais, marchas de protesto e manifestações, sem que se vislumbre um fim à vista, porque o resultado das conversações parece não ser minimamente aceitável.

Os professores não concordam com a proposta de revisão das regras de recrutamento. Não concordam com a limitação da progressão na carreira, uma vez que o acesso aos 5.º e 7.º escalões depende de vagas e estas sofrem cortes constantes, sendo a atribuição das notas de muito bom e excelente na avaliação, a garantia de rápida progressão, mas, esta avaliação nem sempre é feita com critérios justos e abrangentes. A juntar a tudo isto está a contagem do tempo de serviço que esteve congelado e ainda não foi reposto na sua integral valia no que às regras de vinculação diz respeito.
O partido CHEGA considera esta luta legitima porque a profissão de professor tem retrocedido nos seus objetivos e motivações, a ponto de os jovens não procurarem esta profissão, quando fazem a sua escolha no acesso à universidade fazendo com isso que num futuro muito próximo, exista uma enorme falta de professores e os que se candidatam a esta profissão acabem por não ser os mais dotados e capacitados para o exercício docente.
Se queremos professores motivados, activos e empenhados no seu trabalho não é com o desprestígio, falta de reconhecimento e de autoridade com que têm sido tratados pelos sucessivos governos, bem como por muitos pais e encarregados de educação, e muito menos com a instabilidade familiar, social e emocional que a milhares deles é imposta ano após ano, carregando a casa às costas por todo o país, deixando para trás a família e sem meios suficientes para levarem uma vida estável e digna.
Mas, a grande maioria destas reivindicações são extensíveis a outras classes, nomeadamente aos profissionais da saúde e das forças de segurança, que têm sido consecutivamente desautorizados, desprezados e mal tratados pelos sucessivos governos, e mesmo apelidados de “cobardes” pelo actual primeiro-ministro.
Este não é o caminho certo para Portugal! Os portugueses exigem respeito!
*Ppresidente da comissão política Concelhia do CHEGA
 

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