Mãe queixou-se ao ‘Correio de Azeméis’

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“Há autocarros, é injusto dizer o contrário”

O Correio de Azeméis foi recentemente abordado por uma encarregada de educação de um aluno da Pré da EB1/JI de Azagães, em Carregosa, sobre um problema de falta de autocarros para as visitas de estudo dos alunos. A responsável diz que esta é uma situação “recorrente”, acusando o município de privar “os nossos educandos de visitas de estudo por falta de autocarros. Segundo a câmara municipal, estavam a aguardar reparação, sendo-nos transmitido, apenas, no dia anterior ao passeio e a horas pouco decentes”.
A mesma apontou, também, a falta de coordenação entre a autarquia e a escola, e dá um exemplo de um episódio recente, onde os alunos desta escola foram convidados pela Biblioteca Ferreira de Castro a deslocarem-se à Casa Cruzeiro, em Cesar, e mais uma vez a câmara municipal estaria responsável por este transporte. No entanto, apesar das educadoras terem “o cuidado de pesar e medir todas as crianças e enviar a informação aos serviços camarários, no dia, o autocarro apareceu sem as cadeirinhas correspondentes, para todas as crianças poderem ir ao passeio de forma segura”, relatou ao Correio de Azeméis.
Questionada pelo Correio de Azeméis, a autarquia negou que “este tipo de situação seja recorrente”. “Não é justo que se amplie exageradamente casos pontuais que poderão correr menos bem”, visto que, “a câmara municipal faz um grande trabalho de articulação com as escolas, comprovado por todos aos professores e direções de agrupamento. Só para se ter uma ideia, até 27 de maio, a autarquia realizou 30 transportes para Jardins de Infância e 1.º Ciclo, envolvendo 42 viaturas. Na semana em que decorreu, no Parque de La Salette, a Semana da Criança, estiveram envolvidas 32 viaturas, para que, todas as nossas crianças pudessem estar ali presentes. E, até ao final do ano letivo, contamos disponibilizar mais 47 viaturas para o transporte de 36 grupos de JI e EB1, assim como mais 37 viaturas, envolvendo 30 grupos de CAF”, prosseguiram em declarações ao Correio de Azeméis, explicando que o município não tem autocarros e motoristas suficientes para todos os serviços, sendo regular contratar serviços a empresas privadas, para evitar estes constrangimentos. “Por isso, há autocarros, há articulação do município com as escolas e a dimensão deste trabalho é grande”. finalizam, em resposta ao Correio de Azeméis.
 

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