Ligação à água e saneamento: uma questão de saúde pública

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Estudo efetuado pela Indaqua revela que 90% dos poços e furos do concelho estão contaminados

O concelho de Oliveira de Azeméis tem sido alvo de um avultado investimento no alargamento da rede pública de água e saneamento, contando, atualmente, com 84 por cento do seu território com acesso à rede de abastecimento de água, e 55 por cento com rede de saneamento com tratamento de cem por cento das águas residuais recolhidas.

No entanto, ainda muitos oliveirenses não efetuaram a ligação à rede pública. “Existe um problema grave no concelho de Oliveira de Azeméis que se prende com a falta de ligação/adesão aos sistemas públicos de abastecimento de água e esgotos ou a existência de consumos zero ou muito próximos desse valor num terço dos clientes já ligados”, explicou a INDAQUA em declarações ao Correio de Azeméis. Segundo considera a concecionária, muitos consumidores ainda optam por “manter-se com soluções individuais, como o furo, o poço, a mina ou a fossa séptica”. No entanto, refere, também, que “essa opção é má para os próprios consumidores por razões de saúde, pois a água de origens alternativas ao sistema público é, na sua maioria pouco controlada, pondo em causa a saúde da família e a fossa séptica pode representar um risco sanitário acrescido”. 
“A também existência de “redes paralelas” na distribuição predial, ou seja, casos onde existe “mistura” de água da rede com a de outras captações (poços, furos e minas), constitui igualmente uma prática perigosa, pelo risco de contaminação cruzada, colocando em causa a segurança dos restantes concidadãos”, explicou a INDAQUA Oliveira de Azeméis. 
É importante referir que a ligação à rede pública de água é “fundamental para a saúde pública”, tal como afirma Miguel Monteiro da Rocha, médico interno na unidade de saúde pública do ACES Entre e Douro e Vouga II (Aveiro Norte), “na medida em que garante o acesso a água para consumo humano segura, devidamente tratada e testada regularmente”. Segundo a INDAQUA Oliveira de Azeméis, além de uma solução conveniente, uma vez que “basta abrir a torneira”, é também uma opção sustentável e económica, quando comparada com a água engarrafada: um litro de água da torneira é 200 vezes mais barato. 
“A ligação à rede de saneamento, ao assegurar o correto encaminhamento das águas residuais para tratamento e a sua devolução nas melhores condições ao meio ambiente, tem um papel essencial na proteção das linhas de água”, referiu a empresa de água em declarações ao Correio de Azeméis. 
Assim, algumas das soluções mais utilizadas pelos oliveirenses, como fossas (muitas vezes pouco controladas ou com fraca qualidade), “apresentam falhas, que podem facilmente levar à contaminação dos solos, à infiltração de esgoto não tratado nas águas subterrâneas e maus odores, com riscos significativos para a saúde das populações”.
Para além disso, a água de origens não controladas (como furos, poços ou minas) está sujeita à contaminação por fertilizantes agrícolas, fossas sépticas, razão pela qual não deve ser usada para consumo humano. De uma lista vasta de doenças associadas ao consumo de água não controlada, saltam à vista patologias diarreias, febre tifoide, hepatite.
“A este propósito, importa referir análises que têm vindo a ser realizadas aos poços e furos em Oliveira de Azeméis, que revelam que 90 por cento estão contaminados, com os parâmetros microbiológicos e físico-químicos a apresentarem valores não conformes, nomeadamente no que diz respeito a nitratos e bactérias coliformes, responsáveis pelas doenças acima mencionadas”, reforçou a INDAQUA Oliveira de Azeméis em declarações ao Correio de Azeméis.

 

Em Portugal, nos últimos anos 10 anos a evolução do indicador agregado da qualidade da água para consumo mantém-se próxima dos 99%. Em 1993 apenas 50% dos alojamentos em Portugal Continental dispunham de águas segura. 

 

Existe uma correlação entre os casos reportadas em Portugal de Hepatite A e evolução do indicador agregado da qualidade da água para consumo. A medida que este último indicador foi melhorando, os casos de Hepatite A reduziram-se drasticamente.   

 

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