Joaquim Jorge desvenda o futuro do Parque de La Salette

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Presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis tem expectativas em alta para a festa

Autarca fixa elevadas expectativas para o regresso das dinâmicas habituais e garante apoio à associação promotora. Como pano de fundo, os inúmeros projetos de requalificação apontam ao rejuvenescer de imóveis históricos.

Samuel Santos

Recuperar a grandiosidade do passado pré-pandémico; esta é uma das ambições do presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge, para as festas de La Salette. Descritas enquanto “o maior evento religioso do concelho”, as celebrações vão atrair “milhares de oliveirenses e forasteiros”, garante o autarca. Por isso, agosto vai ser importante para o comércio local, uma vez que o cartaz fixa eventos religiosos e culturais nas ruas pedonais e no centro da cidade. Para Joaquim Jorge, extravasar a área do parque permite mobilizar as romarias para a zona histórica de Oliveira de Azeméis, o que atribui redobrada visibilidade aos comerciantes. 
A concretização em plenitude do programa delineado tem no apoio camarário um determinante contributo. Face às dificuldades na angariação de fundos por parte da associação de festas, o edil oliveirense garante que a verba disponibilizada, até 50 mil euros, vai suprir os custos por assegurar. Além disso, Joaquim Jorge reitera “a disponibilidade permanente” para o auxílio logístico e administrativo. Quanto às novas dinâmicas implementadas nos corredores do parque, como a abolição de feirantes, o autarca saúda a medida e lembra o escasso nível de organização, prejudicial para a segurança do evento, uma vez que inviabilizava a circulação de viaturas de socorro. Ademais, o presidente do município sublinha a importância de distinguir as festas de “um mercado de rua”, pelo que a adição de coletividades do concelho afigura-se como o melhor desfecho.
A câmara municipal é a entidade responsável pela preservação do património coexistente no parque de La Salette, que guarda inúmeros motivos de interesse para os visitantes. Consciente de tal, o autarca evidencia o empenho do executivo em valorizar este ex-libris de Oliveira de Azeméis, comentando os vários projetos em curso:
A antiga “Casa do Guarda”, junto ao parque infantil, foi restaurada para acolher eventos, sendo complementada no exterior com espaço de merendas.
Alguns metros em frente, o edifício vizinho da Casa das Eras renasceu enquanto Centro Municipal de Proteção Civil, a inaugurar nos próximos meses.
A Casa dos Vimes, na entrada do parque, achada “sem qualquer utilização específica”, foi entregue à restauração.
O projeto de requalificação do edifício afeto ao Sindicato dos Vidreiros do Norte está concluído, pelo que a obra vai ser lançada a concurso público.
O Centro Interpretativo do Vidro, a nascer na propriedade que incorpora a “Casa do Mateiro”, aguarda interessados. A empreitada no imóvel, cujo nome homenageia o antigo proprietário do monopólio vidreiro a norte, tem por objetivo promover o legado do setor profissional, enriquecido pelo Berço Vidreiro e pelo espólio guardado na Quinta do Côvo. As raízes do plano remontam a setembro de 2013. 
Por último, a Estalagem de S. Miguel. O edil oliveirense pretende recuperar o edifício pela via turística, a fim de reforçar a capacidade hoteleira da cidade. Certo de que projetos distintos do rumo desejado vão alterar a essência do lugar, o autarca sublinha a árdua procura de investidores para requalificar a Estalagem de S. Miguel. Contudo, Joaquim Jorge reconhece a falta de soluções para o dossier, pelo que conserva todas as alternativas.
As celebrações em honra de Nossa Senhora de La Salette têm como pano de fundo as inúmeras obras de requalificação descritas. Além de apontar ao futuro do parque, o presidente do município apela à massiva presença dos oliveirenses na semana festiva, para que estas “adquiram a importância que tinham no período pré-pandemia”.

Pirotecnia acautelada
O autarca de Oliveira de Azeméis assegura a plena coordenação entre a Comissão Municipal de Proteção Civil, as forças no terreno e as normas determinadas pelo Governo. O fogo-de-artifício vai ser lançado longe do povoamento florestal e junto ao Estádio Carlos Osório, a fim de promover a segurança e a boa visibilidade. Porém, ressalva Joaquim Jorge, as operações são minuciosamente acompanhadas pelos bombeiros, aptos para debelar qualquer imprevisto. O espetáculo de pirotecnia está previsto eclodir nos céus de Oliveira de Azeméis nas noites de 14 e 15 de agosto.

Na Casa das Eras nasceu o Centro Municipal de Proteção Civil
Casa dos Vimes foi entregue à restauração 
Estalagem de São Miguel aguarda futuro 

 

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