Inclusão: quais as soluções?

Concelho

A ADRITEM - Associação de Desenvolvimento Regional Integrado das Terras de Santa Maria promoveu a iniciativa ‘Uma Vida com + Qualidade: inclusiva e inspiradora’, um fórum que contou com vários intervenientes. Entre os convidados, participaram Joana Morais e Castro, mãe de quatro filhos que procura promover a valorização da diferença e da diversidade humana, as octogenárias Hália Correia e Júlia Freitas, que procuram inspiração e desafios, e Jorge Frederico Almeida, um jovem invisual à procura de emprego. Através da metodologia ‘Teatro Jornal’, a ADRITEM apresentou as notícias ‘ideais’ à secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, que também participou no fórum de forma online. Entre as notícias que a ADRITEM gostaria que, de facto, fossem verdade, destacam-se ‘União Europeia lança programa de turismo para jovens que viajem com seniores’ e ‘Governo impõe quotas de deficientes para empresas com mais de 10 trabalhadores’. A questão da empregabilidade de pessoas com deficiência “Iniciei a procura de emprego no início de setembro e todos os dias procuro empresas para solicitar uma oportunidade de emprego. Mostro a minha disponibilidade para agendar uma entrevista nesse sentido, o que não tem acontecido. Sou jovem, dinâmico e respeito as pessoas com quem trabalho. Gostava, daqui a 10 anos, de estar a trabalhar na minha área – técnico de Desporto e Turismo de Natureza – e de realizar alguns projetos pessoais referentes à inclusão de pessoas com deficiência a nível desportivo” Frederico Almeida, convidado do fórum “A cultura de que temos que defender as pessoas com deficiência e provar que são válidas é algo que temos de defender cada vez mais. A minha filha mais nova tem síndrome de Down e, apesar de não ser fácil, a minha vida é muito mais bonita. Este é o paradoxo que eu acho que a sociedade não entende: nós, pais, familiares ou pessoas com deficiência, gostamos de viver. No entanto, a sociedade continua a achar que as pessoas com deficiência são um peso. Graças à minha filha mais nova, o meu sonho é dar voz às pessoas com deficiência” Joana Morais e Castro, convidada do fórum Como podemos contribuir para a inclusão? “Nem tudo o que parece é inclusão. Um exemplo de inclusão é do grupo Jerónimo Martins, uma vez que emprega imensas pessoas com deficiência. Para capacitar as pessoas, é preciso dar-lhes oportunidades” Fernando Correia, professor “Não me sinto diferente de outro candidato, quer tenha ou não deficiência intelectual. Sinto que sou capaz de fazer o que eles fazem. Por isso, consegui ir para a universidade e acabar a minha formação com sucesso. Na questão da empregabilidade de pessoas com deficiência, caso estejam a fazer um recrutamento, sinto que sou tão capaz ou melhor. Nas escolas, julgo que seria fundamental os empresários conhecerem os seus alunos e saberem quais as suas necessidades” Frederico Almeida, convidado A vulnerabilidade dos idosos: o caso do falso técnico “Se as pessoas tivessem apoio em casa, não ficariam tão vulneráveis numa situação destas. Sou viúva, moro sozinha e, por acaso, nunca me aconteceu” Hália Correia, convidada “O facto de estar debilitada não me permite trabalhar. Além do mais, a reforma é pequenina” Júlia Freitas, convidada “É uma questão que diz respeito a todos, não só da PSP, das vítimas e do criminoso. Estamos a falar de pessoas em máxima vulnerabilidade e que estão sozinhas. Se não há família de retaguarda, temos que voltar a recuperar o que antes existia: a comunidade. Era habitual os vizinhos cuidarem uns dos outros e esta tendência está a perder-se” Joana Morais e Castro, convidada do fórum A resposta dos centros de dia são suficientes? “Temos muitos divertimentos no lar, como a ginástica, o boccia, etc.” Júlia Freitas, convidada “A vivência num lar é boa: não nos falta nada e temos liberdade. As funcionárias tratam-nos muito bem” Hália Correia, convidada “Os centros de dia são importantes, mas vejo, cada vez mais, as pessoas mais velhas a serem diferentes. Por isso, os centros sociais têm que inovar também. Não podem fazer o mesmo que faziam há 10 anos porque as pessoas têm outras aspirações” Teresa Pouzada, diretora executiva da ADRITEM “Os centros sociais são uma resposta da sociedade a um problema do Estado face à sua incapacidade de poder acolher as necessidades ao nível da Segurança Social. Se me perguntarem se os centros sociais são soluções ideias para combater o isolamento social, respondo que são fundamentais, mas não são essenciais; se não os tivéssemos, seria muito pior, mas não podem ser depósitos de pessoas abandonadas” Carlos Costa Gomes, professor na Escola Sup. de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa Os refugiados e a sua vulnerabilidade “Alguns empresários confundem solidariedade e respeito com oportunismo, porque aproveitam-se dos refugiados das piores maneiras. Isto tem que mudar” Frederico Almeida, convidado “O mais evidente é o mínimo de dignidade humana: a habitação, a alimentação, oportunidades de emprego… Acolher refugiados é garantir que tenham estes direitos inerentes a todos” Joana Morais e Castro, “As dimensões da habitação, educação e saúde são importantes no acolhimento dos refugiados” Teresa Pouzada, diretora executiva da ADRITEM

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