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Correio de Azeméis

4 May 2022

Dívida de Fajões reduzida em 40%

Freguesias Fajões

Apresentadas as contas referentes ao ano 2021

Na última Assembleia de Freguesia de Fajões, que decorreu no Salão Nobre Artur José Pinho, entre outros assuntos, esteve em discussão a aprovação da prestação de contas referentes ao ano 2021.

Conforme explicou José Pina, tesoureiro do executivo, a Junta de Freguesia de Fajões a 31 de dezembro de 2021 tinha um saldo positivo total de cerca de oito mil euros. Apesar de no sistema contabilístico o valor ser cerca de 30 mil euros, “existe um lapso contabilístico que está a ser avaliado pelas entidades, em cerca de 20 mil euros, onde está registado que esse dinheiro está em caixa, mas de facto não existe. Estamos à espera da resposta das entidades, para saber se foi um lapso ou não”, explicou. A acrescentar faltam ainda 549 euros, devido a um assalto aos correios. Ambas as situações são transatas aos anteriores executivos. Relativamente ao orçamento do ano anterior, apenas 30 % foi realizado, ou seja, de 656 mil euros, apenas 190 mil euros foram utilizados. No entanto, como refere o tesoureiro “o orçamento contava com os grandes projetos da construção da Casa Mortuária, requalificação do Monte de São Marcos e requalificação do Centro Cívico. Para abrir todo o processo, quer para o procedimento, quer para começarmos a trabalhar, é necessário ser orçamentado. Pode ser executado num ano ou não (...) de facto se olharmos só para os números, os valores foram baixos em execução, portanto se retirarmos estes três grandes projetos, ainda a decorrerem, nós conseguiríamos 90 % de execução do orçamento”. Assim sendo, estes valores de execução das obras dos três projetos transitam para o orçamento do ano de 2022.  
Por fim, o atual executivo apresentou a dívida total de 129 mil euros, que ao longo dos anos se tem vindo a reduzir. Uma dívida que “não é nossa, mas nós é que estamos cá e temos de a pagar”, vinca José Pina. Para além disso, informou que decorrem três processos judiciais relativos a três credores, sendo eles:  a Valente & Lopes, Lda., com o valor em dívida em cerca de 34 mil euros; a Paviazeméis, Lda., que a junta deve aproximadamente 75 mil euros; e a Pedreira de Pizões, Lda., com cerca de 21 mil euros. “Tivemos uma redução, desde que estamos na junta de freguesia, de 42% da dívida, quase 91 mil euros que já foram pagos, desde 2017”, remata. O relatório final foi aprovado por unanimidade.

 

“Já há projeto para a zona industrial de Fajões”
Alcides Queirós, natural de Carregosa, com negócios na zona industrial de Fajões, deu conta da “vergonha” do estado da estrada principal de acesso à zona industrial, mais em específico da Travessa do Rio Antuã, onde se encontra o seu pavilhão, o qual arrenda aos donos da empresa Moldes and More. Alcides Queirós acusa a junta de “não regar as águas, não tapar buracos, inclusive existem lá drenagens que não se preocupam simplesmente com elas”, acrescentando ainda que algumas dessas drenagens “fui eu que as paguei”. Em relação a este assunto o presidente da junta, Óscar Teixeira, reconheceu o problema e afirma que a degradação das zonas industriais é transversal a todo o concelho. Sendo que, “já há um projeto para a nossa zona industrial, infelizmente ainda não apareceu empreiteiro que fizesse a obra (...)”. 

Fajonenses preocupados com a segurança na Avenida Sra. da Ribeira
António Ramos, fajonense presente na assembleia de freguesia, alertou para o perigo da estrada principal que dá acesso a Fajões, apontando a “falta de passeios para as pessoas caminharem, quando dezenas de pessoas passam lá diariamente, inclusive com crianças. É um perigo eminente.” O presidente da junta confirmou que, de facto, a Avenida Sra. da Ribeira é uma das obras “que mais preocupa, em termos de segurança”. Tendo revelado que foi dos primeiros processos que pegou quando chegou à junta de freguesia, no entanto, não havia orçamento para avanças em toda a avenida. Está previsto serem feitos “muros de suporte, na descida em direção a Carregosa, no lado direito, que era os que implicavam menos investimento.” Óscar Teixeira confessou ainda “contactar nas próximas semanas alguns proprietários, e assim conseguir algumas tranches de terreno, para criação de postos de velocidade, nomeadamente uma rotunda na saída da Rua da Sra. da Ribeira e um passeio contíguo com os passeios laterais, na zona da ponte.”
 

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