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Correio de Azeméis

22 Jun 2022

Diamantino, o capitão

1922-2022 - Ano Centenário do Atlético Clube de Cucujães - Por CARLOS CORREIA

Por CARLOS CORREIA

Diamantino Soares de Oliveira, nasceu a 23-05-1928, embora, tenha sido registado como tendo nascido a 02-06-1928, na freguesia de Cucujães.
Fez o ensino primário no Asilo da Gandarinha, instituição a que se manteve ligado afetivamente durante a sua vida, tendo integrado a sua comissão provisória de gestão em 1974, criada após o 25 de Abril do mesmo ano.
Tendo nascido e residido perto do Campo da Gandarinha, onde jogava o Cucujães, no lugar de Faria de Cima, era inevitável que, tal como outras crianças do lugar, passasse desde muito novo a jogar futebol, enquanto  a sua paixão pela equipa do Cucujães se ia consolidando.
O Diamantino viria a dedicar mais de metade da sua vida ao seu clube do coração: o Cucujães.
Começou por servir o clube nos finais da década de 40 do século passado e só viria a abandonar a sua carreira de jogador já perto do final da década de 60, sendo seguramente o jogador que até hoje mais anos jogou nos seniores do Cucujães, único clube que representou em toda a sua carreira de jogador.
Atuando na posição de defesa central, era muito forte no jogo aéreo, apesar de não ser muito alto, e na disputa de bolas divididas, o que fazia dele um defesa difícil de ultrapassar. Era detentor de um remate potente, sendo famoso pelos golos que marcava de livre e penálti, e pela capacidade de na cobrança do pontapé de baliza colocar a bola junto da grande área adversária.
Fruto da sua paixão pelo clube e da energia que  transmitia dentro de campo aos colegas, funcionando como um verdadeiro líder, é naturalmente escolhido como capitão de equipa.
A sua liderança como capitão de equipa era tão forte que num jogo disputado entre o Cucujães e a Ovarense, no Campo da Gandarinha, na época 1960/61, já perto do final do jogo, após uma acesa troca de palavras entre um jogador do Cucujães e um jogador da Ovarense, Diamantino ordenou ao seu colega de equipa que recolhesse aos balneários, de modo a evitar que a situação se agravasse, o que foi prontamente cumprido. 
A paixão que coloca em campo na defesa das cores do Cucujães é acompanhada por uma correção enorme no desempenho da sua atividade de futebolista, atuando sempre com o maior respeito pelos colegas de equipa, adversários, árbitros e demais intervenientes no espetáculo desportivo, recebendo de todos a maior consideração.
As suas qualidades humanas fizeram com que integrasse a direção do Cucujães na época de 1961/62, quando ainda atuava como jogador, sendo o diretor responsável pelas instalações desportivas. Nas épocas de 1967/68 e 1968/69, voltaria a fazer parte da direção do clube, ocupando os cargos de vice-presidente e segundo tesoureiro, respetivamente.
Ao serviço do Cucujães desempenhou também o cargo de treinador das camadas jovens do clube.
A sua paixão pelo futebol levou-o ainda a integrar a equipa de arbitragem chefiada pelo cucujanense António Sousa (Janota) em jogos particulares e alguns oficiais, sendo que mesmo nestas funções sempre foi respeitado por todos.
Foi um cidadão empenhado com a sua comunidade, em especial com o coro e a comissão da capela de Faria de Cima.
Vítima de cancro do pâncreas, faleceu em 10 de Janeiro de 2007, partindo um cucujanense que em vida por todos foi respeitado e estimado, deixando uma imensa saudade em quem com ele privou de perto e que desportivamente podemos qualificar como o capitão do Cucujães. 

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