Como e onde vai ser o Natal?

Helena Terra

Helena Terra *

Diz o nosso povo que as festas querem vésperas. Quer isto dizer que as devemos planear com tempo para que elas corram bem e aconteçam da melhor forma possível.
No ano passado em Oliveira de Azeméis existiu o parque de Natal que abriu em finais de novembro e funcionou até ao dia 08 de janeiro deste ano, se não estou em erro. Tudo, ou quase tudo, aconteceu no Parque de La-Salete.

Com frequência ouvimos os nossos comerciantes, os resistentes, a queixarem-se, com razão, da falta de gente e de movimento na cidade e da sua falta de atratividade. O comércio precisa de gente e precisa de condições que atraiam pessoas para as zonas nas quais as lojas estão instaladas.
O Natal é, provavelmente, a época do ano com maior consumismo em geral. Porque é, provavelmente, a festa anual mais celebrada por todos nós, porque existe a ancestral tradição da troca de presentes, porque é a magia infantil que, sendo própria das crianças, nessa altura ressuscita, mesmo nos mais velhos.
No ano passado, houve um programa variado de festejos desta época levados a cabo pelo nosso município. Nada contra, tudo a favor. Mas, acho que eles deviam ter uma função instrumental de dar ao nosso comércio o alento e o empurrão de que ele precisa e, para isso é importante que atempadamente se projete montar o “parque Natal 2023” na cidade.
Uma cidade não se constrói por decreto e não há cidades sem pessoas, sem atividade comercial e sem motivos que levem, por um lado as pessoas que vivem na cidade (e são muitas) a sair de casa e as pessoas que vivem nas freguesias do nosso concelho (que é grande) a deslocarem-se à sua cidade.
A animação escolhida deve ser variada, pois se é certo que são os olhos da pequenada que, nessa altura, mais brilham, também é certo que o Natal provoca a criança adormecida que há em cada um de nós. Isto para dizer que a animação escolhida deve ser para uma faixa etária muito alargada, para não dizer do um aos cem anos de idade!
Podemos e se calhar devemos envolver nisto as nossas associações pedir-lhes que montem e apresentem um espetáculo de Natal, tendo como contrapartida um preço, é melhor e mais motivante do que atribuir-lhes um subsídio, não obstante elas precisarem de ser subsidiadas pelos poderes públicos, mormente depois dos anos da pandemia, nos quais mantendo a despesa, estiveram impedidas de gerar receita. Tal como podemos e devemos envolver nisto as nossas outras associações, quer a associação comercial, quer a associação empresarial que também tem, como associadas, empresas comerciais.
Estamos em tempo de pensar nisto, mas sem perder tempo. Não se esqueçam que, daqui até ao Natal é um saltinho de pardal!

 * Advogada
 

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