A cura do SNS

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O Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem feito correr tinta. Com a demissão da ministra da saúde em destaque. 
A reforma do SNS vai para a frente. Parece adquirido. É um ‘murro na mesa’, barulhento, pois tem que ser ruidosa a discussão, porque também é aflitiva a situação.

A solução, ao que várias vozes indicam, passa por retirar a gestão do SNS ao Ministério da Saúde. E entregar a sua gestão a técnicos em organismo independente. Na prática, está a ser concluído que a Saúde é um assunto demasiado sério para estar na esfera de gestão dos políticos. 
Pode dizer-se que os governantes que têm ocupado o ministério e que sempre geriram o SNS levam um ‘cartão vermelho’. E o rótulo de incapazes de gerir o setor público da Saúde. 
Com mais discussão ou menos, concluiu-se que a gestão do serviço público de Saúde deve ser entregue a gestores profissionais e com autonomia própria. Vai ser a solução? Oxalá seja. Oxalá seja o remédio necessário para curar este paciente denominado SNS. 
Pouco importa quem fica bem ou menos bem na fotografia. O que importa é que os portugueses tenham a sua preciosa saúde ao cuidado de quem saiba assegurar a eficácia do sistema.
Algumas são as vozes a garantir que não se trata da necessidade de mais meios ou dinheiro. O ministro das Finanças lembrou isso. São muitos os que afirmam que uma boa gestão dos recursos existentes é capaz de melhorar o que agora está caótico. 
O nosso sábio povo diz que ‘o que está mal pior não fica”. Faça-se a profunda reforma, tal como anunciado. O paciente SNS não pode ser um cancro sem cura! E também não pode demorar na cura para bem da saúde dos portugueses. 
  
* Jornalista, presidente da  Associação Nacional da Imprensa Regional
 

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