Noite Longa…

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Helena Terra *

Os oliveirenses foram votar, pouco mais de metade deles, e decidiram. Decidiram atribuir ao partido socialista a condução dos destinos do concelho. Já o tinham feito há quatro anos, pela primeira vez, e agora reforçaram a opção do caminho iniciado em 2017.
Foi uma vitória obtida em quase todas as freguesias do nosso concelho, com exceção de Loureiro. A maioria conseguida em 2017 foi agora reforçada, quer para a Câmara Municipal, quer para a Assembleia Municipal.
Há quatro anos o PSD e o CDS/PP concorreram separadamente e agora concorreram em coligação. Mesmo assim, a coligação Pelas Pessoas conseguiu um resultado eleitoral abaixo daquele que há quatro anos atrás o PSD conseguiu sozinho. Por um lado, a realidade conhecida indicia que um presidente de câmara recandidato após um mandato, por norma, é reeleito reforçando a votação anterior. Por outro lado, o PSD concelhio vive a pior crise interna da história da nossa democracia. A candidata à câmara municipal do PSD e cabeça-de lista da coligação Pelas Pessoas, a Drª Carla Rodrigues, apesar da experiência política que tem e do curriculum de intervenção pública que detém, tem um défice de notoriedade concelhia que é penalizador nas urnas.
Os próximos quatro anos vão ser, sem surpresa, de governo maioritário do partido socialista no nosso concelho quer na câmara quer na assembleia municipal. Difícil é concluir quais as vantagens ou desvantagens de PSD e CDS/PP concorrerem em coligação. Fica-nos apenas a evidência do melhor resultado da coligação para a assembleia municipal que para a câmara, recordando que o cabeça de lista à assembleia municipal é militante do CDS/PP. No que toca à implantação do PS no concelho, estas eleições são claramente favoráveis a este partido que, além das juntas de freguesia que detinha, conquistou a União de freguesias de Nogueira do Cravo e Pindelo e a de Carregosa. Aos vencedores deixo os parabéns, desejando felicidades para o exercício dos mandatos agora conquistados porque disso beneficiaremos todos. Aos vencidos deixo a minha solidariedade desejando que, os que foram eleitos, cumpram um mandato de oposição serena, mas firme e construtiva. A todos os que se predispuseram a ir a votos o meu respeito pela coragem e abnegação que é necessária para o efeito. Aos que foram votar que se sintam confortados com o sentimento do dever cumprido. Aos que não foram recordo que a democracia é o regime politico que nos convoca à participação conferindo-nos o poder e dever de escolha e não de exclusão.
Escrevo este artigo na noite eleitoral ainda inacabada e, por isso, não farei nenhuma análise de carácter nacional, nomeadamente no que toca ás implicações que os resultados de hoje podem ter no nosso futuro coletivo mais próximo. Fá-lo-ei quando estiver na posse de todos os resultados.
Faço votos de que o verdadeiro vencedor da noite seja Oliveira de Azeméis!

* advogada