“Não temos nenhum problema grave nos lares”

0
0

Os lares continuam a ser uma constante preocupação na realidade nacional por causa do novo coronavírus e o concelho de Oliveira de Azeméis não é exceção. Para já, ao que o Correio de Azeméis conseguiu apurar, a situação nas instituições sociais foi descrita pelo município como “estável”.
“Sempre que existe um problema de infeção no lar, nós somos imediatamente informados pela autoridade de saúde local. Para já, não temos informação de nenhum tipo de infeção ou contágio num lar”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge, em declarações ao Correio de Azeméis. “Neste momento, felizmente para nós, não temos nenhum problema grave nos lares”, reforçou.
Um dos exemplos disso é a Santa Casa da Misericórdia de Oliveira de Azeméis que, contactada pelo jornal, informou que, dos cerca de 115 utentes que estão na instituição, quer na residencial, quer no lar, não tem conhecimento de nenhum caso positivo. “Em relação ao apoio domiciliário, não há nenhum caso positivo, pelo menos que tenhamos conhecimento”, referiu o provedor da Santa Casa da Misericórdia, Victor Machado, em declarações ao Correio de Azeméis. “A situação é complicada e, de certa forma, perigosa, mas temos de estar alerta. Temos o coração na boca”, sublinhou.

Provedor apela à colaboração de todos para combater pandemia
O receio do que poderá acontecer intensifica-se a cada dia que passa, mas o provedor garante que fazem tudo para colmatar possíveis contágios. Foi o que aconteceu no caso de uma funcionária do apoio domiciliário que está em casa desde a semana passada, uma vez que testou positivo à Covid-19. Nesse seguimento, a sua colega de trabalho também foi para casa, de forma preventiva e os 15 utentes que a equipa contactou foram listados para a autoridade de saúde local. “Expusemos imediatamente a situação e, agora, está nas mãos das autoridades”, apontou Victor Machado.
Neste momento, cerca de dez funcionários da Santa Casa da Misericórdia estão em isolamento em casa, não porque estejam necessariamente infetados, mas sim por “uma questão de prevenção”, uma vez que estiveram em contacto com pessoas infetadas pelo novo coronavírus. “Sempre que temos algum colaborador que tenha sintomas mandamo-lo para casa, até porque temos essa possibilidade”, destacou o provedor da Santa Casa da Misericórdia, realçando também o facto de não conseguirem investir em testes de forma recorrente, uma vez que já destinaram verbas avultadas para equipamentos de proteção individual e em “pessoas de retaguarda”, ou seja, contratadas para acudir em caso de necessidade. “Temos a impressão de que há pessoas que não são completamente francas. Não sei se as pessoas não falam com receio de perder o emprego, mas nós, desde o início, fazemos pedagogia no sentido de evitar que o vírus entre”, assegurou Victor Machado. “É um dever de todos colaborar e, sobretudo, não esconder”, apelou.