Ministra da Coesão Territorial Ana Abrunhosa comprometeu-se a estar ao lado do município

“Resolver o problema do saneamento de uma vez por todas”

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O presidente da Câmara Municipal, Joaquim Jorge, aproveitou o momento do lançamento da primeira pedra na Casa Sequeira Monterroso para sensibilizar a ministra Ana Abrunhosa para um conjunto de projetos para o concelho, dos quais destacou, em primeiro lugar, o problema da rede de saneamento. “Oliveira de Azeméis é um concelho fortemente industrializado, com cerca de 7.500 empresas e responsável por 1,6 por cento das exportações nacionais mas, apesar de todas estas dinâmicas económicas e sociais, continua a ser um dos concelhos do país com a mais baixa taxa de cobertura da rede de saneamento”, afirmou o edil oliveirense, Joaquim Jorge, considerando que esta carência “compromete a competitividade e a atratividade do concelho”.
Em resposta, a ministra da Coesão Territorial disse que o governo está “disponível para ajudar a resolver de uma vez por todas um problema que subsiste de forma incompreensível”. “Já é a segunda vez que o presidente me fala, desta vez mais publicamente, destas preocupações quanto à rede de água e saneamento e que continua a ser uma fragilidade do seu concelho. Temos consciência que desenvolver projetos para colmatar esta dificuldade foi, não só, uma tarefa árdua, como também vos atrasou na execução de outros projetos”, admitiu Ana Abrunhosa, comprometendo-se a estar ao lado do município oliveirense para resolver este problema “de uma vez por todas”. A ministra esclareceu que, no próximo quadro comunitário de apoio, este tipo de obras serão financiadas pelos Programas Operacionais Regionais e desafiou o executivo a preparar os projetos “porque logo que tenhamos as verbas do Portugal 2020 daremos absoluta prioridade a esta vossa necessidade”.

Presidente de Câmara apela por apoio para a Área Empresarial de Loureiro
O edil oliveirense pediu, também, a ajuda da ministra para ter “a capacidade de introduzir no novo quadro comunitário de apoio verbas para essa área [obras no terreno]”, fazendo notar a urgência de dotar a Área de Acolhimento Empresarial de Ul-Loureiro com uma ligação rápida e eficaz às principais vias rodoviárias, bem como a necessidade de prosseguir com a construção do Centro Interpretativo do Vidro. Sobre a Área de Acolhimento Empresarial, a ministra não teceu comentários, preferindo mostrar a sua aprovação por causa do Centro Interpretativo do Vidro. “Fico satisfeita por vos ver a agarrar neste projeto. Hoje temos muitas formas de preservar as memórias e a nossa história”, sublinhou Ana Abrunhosa.

Campus universitário não está na agenda
Joaquim Jorge elencou, ainda, como projeto estratégico, a construção do campus universitário (Fábrica do Futuro) envolvente à Escola Superior Aveiro Norte. “Esta escola está vocacionada para o ensino prático e a ideia é criar sinergias, abrindo portas às universidades e à comunidade”, comentou a ministra Ana Abrunhosa.

Ministra elogia projetos do concelho
O autarca evidenciou, também, a requalificação atual do Cineteatro Caracas no valor de 5,3 milhões de euros, a construção da Estação Intermodal de Transportes e a requalificação, em simultâneo, do Mercado Municipal, a que corresponde um investimento global superior a 14 milhões de euros. “São investimentos estruturantes que vão criar dinâmicas sociais e económicas importantes para o centro urbano”, sublinhou. A ministra Ana Abrunhosa recordou o edifício do Cineteatro Caracas “velhinho e com mais de meio século de vida”. “Há de surgir em breve com novas vestes, mais modernas, mas a cumprir certamente a memória de muitos e a manter a sua função enquanto principal sala de espetáculos deste município”, considerou. Em relação à Estação Intermodal de Transportes, que inclui também a empreitada de requalificação do Mercado Municipal, a ministra referiu que é um investimento “importante e de elevado valor”.