Má gestão nas vacinas

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Eduardo Costa *

 

A preocupação já não é apenas o vírus pandémico. Os planos de vacinação estão a falhar. Tudo indica que vão continuar a falhar. As metas estabelecidas pelo governo continuarão a ficar pelo caminho. De quem é a culpa? Podíamos atirar pedras à União Europeia que negociou o abastecimento a todos os países. Mas, viramos os olhos para os Estados Unidos, a maior potência, e o problema é o mesmo. A meta de vacinação anunciada pelos nossos governantes vale o que vale. É o mesmo que dizer, de pouco ou nada vale. Não sabem, ninguém sabe. Afirmam, com todos os pulmões, metas. Bem sabem da pouca certeza que tem de as cumprir. Fazem o seu papel? Talvez não. Pois criam expectativas que não sabem se podem cumprir. Mais valia dizerem a verdade. Merecíamos isso. Ao fim de um ano a sofrer. Esperanças são boas para o nosso bem estar. Mas a mentira tem perna curta.
A procura da vacina aumenta. Se até há umas semanas atrás o ceticismo era elevado, agora parece que poucos há que não queiram a toma. É o sentimento que nos chega de praticamente toda a Europa.
Vamos todos ser vacinados este ano? Não acredito. No próximo ano, continuaremos a debater-nos com a vacinação.
“Portugal não comprou todas as doses da vacina da farmacêutica Moderna a que tinha direito, adianta o Jornal de Negócios. O país podia ter adquirido 3,7 milhões de doses, mas optou por comprar menos 800 mil doses desta que é a vacina mais cara entre as seis negociadas pela Comissão Europeia”.
Difícil de aceitar a incompetência. A sofrer com a pandemia ainda temos que levar com a (tradicional) má gestão do Estado.

* jornalista, presidente
da Associação Nacional
da Imprensa regional