Lions sonha com próprio espaço

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Em conversa com o Correio de Azeméis, a presidente do Lions Clube de Oliveira de Azeméis, Mónica Carvalho, admitiu que continua a sonhar com um espaço na cidade para a coletividade, que ocupa um que lhe é emprestado. Devido a este motivo, por correrem o risco de terem de se mudar, não podem acumular muitos bens materiais para oferecerem a pessoas necessitadas.

Dado que o principal foco do Lions Clube de Oliveira de Azeméis é dar assistência aos mais necessitados, e uma vez que a pandemia da Covid-19 veio salientar ainda mais as carências, a preocupação é agora tentar resolver essas situações.
Para além de alimentos, a presidente referiu que “as pessoas pedem roupa e mobiliário”. “Sem querer, conheci um elemento muito importante que acabou por vir para os Lions também”, afirmou, explicando que Cátia Esperança “já trabalhava nesse sentido” através da página online ‘Ofereço, vens buscar’, o que possibilita que a clube colmate “as necessidades de várias famílias em todos os sentidos”. “Sou muito a favor das parcerias com outras associações e em não as ver como rivais”, acrescentou Mónica Carvalho.
O Lions Clube de Oliveira de Azeméis já terá sido um dos maiores clubes do país, mas atualmente há poucas pessoas a voluntariarem-se. “Gostava de ter jovens e de ter pessoas da minha faixa etária também”, afirmou Mónica Carvalho ao esclarecer que precisam de “pessoas ativas”, uma vez que são poucos e a “sobrecarga é muito grande”.
Quando questionada, a responsável declarou que a prenda de Natal ideal seria “receber mais companheiros disponíveis, com vontade de ingressar no voluntariado”, ainda que o grupo tenha crescido nos últimos tempos, disse. Revelou que os jovens sentem que “é gratificante e acabam por continuar” até pelos “valores que levam para casa”. “Nesta atividade, eles acabam por se aperceber de vidas paralelas que existem, eu noto que eles estão muito sensíveis a isso e é muito importante despertar isso neles, é muito enriquecedor”, notou.
Ainda que muito limitado nas suas atividades, o clube tem promovido praticamente todas as colheitas de sangue agendadas, tendo a presidente revelado que a afluência tem aumentado, dada a sensibilidade da população para este contexto.
Realizaram também, durante os dois primeiros fins de semana de dezembro, uma recolha alimentar num supermercado e estão atualmente a vender as ‘bolachinhas Lucas’, em parceria com a Liga Contra o Cancro, para uma investigação do cancro infantil.