Inaugurada exposição de homenagem a Aristides de Sousa Mendes

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No mesmo dia em que a nova sede da Delegação dos Advogados de Oliveira de Azeméis foi inaugurada, foi também inaugurada a exposição em homenagem ao jurista Aristides de Sousa Mendes na Casa-Museu Regional do concelho.
“Um impoluto português e o mais generoso dos humanistas do século XX”, foi desta forma que o presidente da Delegação dos Advogados de Oliveira de Azeméis, Luís Oliveira, descreveu o cônsul Aristides de Sousa Mendes na sessão solene da exposição em sua homenagem. “Foi esta vida exemplar de um colega nosso de direito que levou os advogados de Oliveira de Azeméis a realizarem esta exposição de homenagem a Aristides de Sousa Mendes”, afirmou.
Ao Correio de Azeméis, o presidente da delegação considera Aristides de Sousa Mendes “como a grande figura do século XX”. “Na sua carreira de diplomata, salvou mais de 30 mil vidas do extermínio, concedendo vistos durantes dia e noite. A delegação achou por bem homenagear uma figura tão nobre”, acrescentou.
A exposição coletiva itinerante é composta por quadros de 40 artistas nacionais, entre eles dois artistas oliveirenses, Fernando Veloso e Elizabeth Leite. Esta mostra cultural faz parte de uma parceria entre a delegação e as professoras Josefa Reis e Dores do Carmo, “fervorosas dinamizadoras da exposição e coordenadoras do projeto da UNESCO, Dever de Memória, do Agrupamento de Escolas do Carregal do Sal”, descreveu Luís Oliveira.

Quem foi Aristides de Sousa Mendes?
Aristides de Sousa Mendes nasceu em Cabanas de Viriato, distrito de Viseu, tendo-se formado em direito. Foi em 1910 que iniciou a sua carreira diplomática, tendo estado presente em vários países. A sua estadia no consolado da cidade francesa de Bordéus foi onde se tornou célebre ao desobedecer às ordens de António Salazar, concedendo cerca de 30 mil vistos de trânsito para Portugal a refugiados, exilados políticos e aos judeus, conseguindo, assim, salvar milhares de vidas. Este ato altruísta resultou na sua expulsão definitiva da carreira diplomática, ficando sem qualquer forma de sustento. Faleceu em Lisboa em 1954.

“É um orgulho para a nossa equipa estar a viver este momento em Oliveira de Azeméis. Desde já o nosso agradecimento à delegação”
Dores do Carmo, coordenadora do projeto da UNESCO: Dever de Memória

“Pela mão de Aristides de Sousa Mendes, encontramos a valorização da vida humana”
Josefa Reis, coordenadora do projeto da UNESCO: Dever de Memória

“Esta delegação merece um duplo agradecimento pela organização de alguns eventos paralelos à sua atividade. Esta inauguração é um desses momentos”
Rui Cabral, vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis

“Agradeço esta iniciativa sobre Aristides de Sousa Mendes, um português que todos nós nos orgulhamos”
Luís Meneses Leitão, Bastonário da Ordem dos Advogados