Gestão eleitoralista ou rigorosa?

‘Politicamente Correto’ abordou contas e investimento nos últimos quatro anos

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https://youtu.be/E3z5loWa-Sg

A prestação de contas da Câmara Municipal, aprovada em Assembleia Municipal, foi o tema central no último programa ‘Politicamente Correto’ da Azeméis FM/TV.

“No ano de 2020 houve uma retração grande na economia… a Câmara Municipal passou incólume e continuou a ter uma receita, que é uma valor recorde. Esse dinheiro que recebeu foi para ficar guardado no banco, são quase 20 milhões de euros só nestes últimos dois anos e que ficaram guardados. Está-se agora a ver um esforço para fazer, num ano de eleições, aquilo que se propunham fazer em quatro anos”.
António Pinto Moreira, CDS-PP

“Nos dois últimos anos, a Câmara Municipal preferiu deixar 20 milhões nos cofres que não investiu, que não colocou ao serviço dos oliveirenses. Saldos de gerência numa autarquia como Oliveira de Azeméis, com tantas necessidades que todos reconhecemos, não é bom. Ou mostra uma falta de capacidade de planeamento ou, mais provável, mostra uma gestão eleitoral de forma a que as obras com impacto aconteçam agora”.
José Campos, PSD

“Em 2020, a autarquia investiu, por cidadão, 128 euros. Ainda é um dos valores mais baixos do distrito de Aveiro ou da Área Metropolitana do Porto. [As opções do atual executivo] não são eleitoralistas, porque todas as grandes obras de que se fala não vão estar prontas a tempo das eleições”.
Bruno Aragão, PS

“Não podemos perder o comboio de desenvolvimento”
“Os 128 euros de investimento per capita é positivo em comparação com anos anteriores, mas está muito aquém. Interessa perceber quantos euros ficaram sem ser gastos”.
António P. Moreira, CDS-PP

“O volume de investimento que existe para 2021, comparado com anos anteriores, no que diz respeito a arruamentos e à via pública em Oliveira de Azeméis, é brutal. Quando se tem um ano de 2019 em que se investiu 50 mil euros nas escolas do Ensino Básico, quando temos uma situação financeira boa, concluo que os indicadores financeiros não são suficientes, porque eles só são bons quando os colocamos ao serviço das pessoas”.
José Campos, PSD

“A autarquia tem o terceiro maior orçamento do distrito de Aveiro, temos de fazer um esforço de ir canalizando cada vez mais receitas para investimento e é isso que está a acontecer. As obras de 2021 não são eleitoralistas. Não podemos perder o comboio de desenvolvimento em relação aos vizinhos, por isso é que o rigor da gestão é importante”.
Bruno Aragão, PS

A suspeição levantada pelo PS às contas do executivo PSD
“Foi uma imprudência muito grande (do PS) em campanha eleitoral uma acusação de contas que estariam supostamente com grandes buracos financeiros quando estava tudo perfeitamente transparente e legal. Isso criou uma suspeição muito grave”.
António P. Moreira, CDS-PP

“Foi um momento infeliz a questão da famosa auditoria que nunca chegou a acontecer da parte do PS”.
José Campos, PSD

“Em 2017, quando o PS chegou à autarquia, as contas estavam mesmo mal. Tivemos um processo judicial que explica qualquer auditoria que se possa fazer e que obrigou a autarquia a ter de levantar processos a juntas de freguesia e a entidades do concelho”.
Bruno Aragão, PS

 

A conta da água
“Quem vai pagar as obras nas ETAR e aumento da rede de saneamento são os consumidores; os outros municípios vizinhos pagaram do seu Orçamento”.
António Pinto Moreira, CDS-PP

“Onde estão os dois milhões de euros que o PS prometeu investir de capitais próprios para rede de água e saneamento?”.
José Campos, PSD

“Em seis anos, conseguiremos passar de 27 por cento de saneamento para 62 e fazer mais do que em 40 anos e ainda nos faltam 50 milhões de euros de investimento. Há freguesias que ainda não têm um metro de saneamento”.
Bruno Aragão, PS