Executivo nega adiamento de investimentos

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A transferência do saldo de gerência de 2020 da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, no valor de 19,2 milhões de euros, foi aprovada por unanimidade em reunião de Câmara para que pudesse ser utilizado em 2021. No entanto, a primeira revisão orçamental para 2021 foi aprovada com a abstenção dos vereadores do PSD, uma vez que o partido considera que se “perdeu tempo e competitividade”, “confirmando” a sua suspeita de o orçamento do executivo ser “eleitoralista”.

Marta Cabral

“Em 2019, tivemos um saldo de 14 milhões de euros e já nessa altura alertámos que não era uma boa política de gestão adiar investimentos”, afirmou o vereador do PSD Rui Lopes, em reunião de Câmara pública. “Em 2020, temos 20 milhões e não 14. Isto mostra que o executivo tem acumulado saldo para canalizar o investimento para 2021”, considerou, referindo que aprovaram a transferência para que a verba fosse utilizada. “Vai permitir um ano de investimento, em tempo de eleições, brutal. O problema é que, entretanto, andamos a perder tempo e competitividade”, rematou o vereador.
O presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge, recordou que o executivo está no poder há menos de três anos e meio e que, “se não percebia como é que era possível” obter aquele saldo de gerência, a pergunta “teria de ser dirigida a executivos anteriores”. “Implementámos projetos, uma vez que não tínhamos nenhum quando chegámos, em que gastámos mais de um milhão e meio para obras em projetos. Fizemos o nosso trabalho de casa e, a seu tempo, as empreitadas foram surgindo”, declarou, garantindo que “nunca adiaram qualquer investimento”.
“Pretendemos que estas obras recuperem edificado público, espaços urbanos e espaços verdes. Permite saldos generosos com execuções generosas”, enfatizou, acrescentando: “Gostaria que chegássemos ao final do ano com uma taxa de execução de 70 ou 80 por cento”.