“Eu acreditava que a Regina ia ao pódio”

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A Campeã Nacional de veteranos, do escalão F45, na prova de 5000 metros, Regina Gilvaz, admitiu, em entrevista no programa ‘Desporto em Análise com Hermínio Loureiro”, que “até onde puder” irá “correr sempre” por se sentir “leve e solta”.
A campeã “treina praticamente todos os dias”, trabalha oito horas numa empresa e quando regressa a casa vai treinar e ainda se desdobra nas lides domésticas. “Às vezes ando mais em baixo, chego do trabalho, equipo-me e quando chego a casa sinto-me outra”, disse.
O treinador, que é também o seu marido, é bastante rigoroso nos treinos, mas a atleta admitiu que é ele que a incentiva quando está desmotivada. “Muitas vezes não tenho confiança em mim para arriscar o que ele [o treinador] me aconselha, mas quando o faço corre bem”, informou Regina Gilvaz. “Se não fosse ele, eu não teria feito nada do que tenho feito. Ele conhece-me melhor do que eu própria”, acrescentou.
“Quando estamos a treinar, marido e mulher fica de fora, é só treinador e atleta”, comunicou António Leite, revelando que Regina Gilvaz foi à prova dos 5000 metros por insistência dele. “Embora com as condicionantes nos treinos por causa da pandemia, eu acreditava que ela ia ao pódio”, afirmou o treinador. Devido a todas as restrições, António Leita viu-se obrigado a limitar os treinos nas ruas, perto de casa. “O complexo desportivo esteve fechado e incluímos alguns treinos também de passadeira, como recurso” explicou.
A atleta suspendeu a prática de atletismo em jovem, tendo retomado em 2015, mas não pensava “chegar onde chegou”, conforme disse. “Eu comecei nisto por distração e nunca pensei fazer o que fiz até agora”, concluiu. António Leite é da opinião que se a campeã “não tivesse parado, teria sido uma boa atleta a nível nacional”, talvez noutras categorias. Agora o foco é “começar a trabalhar para ela [Regina Gilvaz] ir ao pódio no campeonato de corta-mato” marcado para 13 de dezembro, em Vale de Cambra, caso não seja adiado, conforme explicou o treinador.