Ética: o pilar da Silampos

Colaboradores dedicam-se à empresa

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Atualmente, a Silampos tem 200 colaboradores. Antes da pandemia, contava com 220 funcionários

Colaboradores foram presenteados pela empresa no dia de aniversário da mesma

Silampos: uma história com muitas histórias com 70 anos

“O meu pai tinha um colega da área da publicidade que criou um anúncio para a televisão – na altura em que era a preto e branco – da história da Carochinha e do João Ratão, que ainda por cima tinha um jingle que entrava facilmente no ouvido”, contou o presidente do Conselho de Administração da Silampos, Aníbal Campos, em entrevista à Azeméis TV/FM

 

A Silampos é uma empresa certificada na área da qualidade, na área ambiental e na área de energia e, nos próximos anos, pretende investir mais na vertente energética, à semelhança do que aconteceu há uns anos. No entanto, o grande desafio — e um dos ensinamentos transmitidos a Aníbal Campos pelo pai e fundador da Silampos, Abílio Campos — envolve a ética.

“A empresa teve sempre princípios em relação aos clientes e, sobretudo, em relação aos seus colaboradores. Nunca tivemos problemas laborais”, mencionou o empresário Aníbal Campos. “Sentimos, da parte dos trabalhadores, uma grande colaboração, embora deva dizer que, nestes tempos modernos, o comportamento das pessoas é um bocadinho diferente”, considerou, acrescentando: “A juventude está pouco sensibilizada para aquilo que eu chamo chão de fábrica. Espero que a robotização desperte os mais jovens para a fábrica”, apelou.
Aníbal Campos declarou, ainda, que o ensino em Portugal não está vocacionado para atrair as pessoas para a indústria. Na sua opinião, esse fator é “uma lacuna grande”. No entanto, enalteceu o papel do Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica – CENFIM, “fundamental” para a formação das pessoas. “Há ainda um ensino muito tradicional, sobretudo no ensino secundário”, exemplificou. “Os trabalhadores têm que ser melhor renumerados, é evidente, mas também têm que ter outra formação”, apontou o empresário cesarense.

Aniversário da Silampos também presenteou colaboradores
Quando foi permitida a reforma antecipada, foram muitos os colaboradores com muitos anos de serviço prestado à Silampos que saíram da empresa. “Tivemos um momento difícil. Muitos destes funcionários entraram para a fábrica com 12/14 anos e substituir dezenas de colaboradores repentinamente foi uma tarefa complicada com custos produtivos elevados”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da Silampos, Aníbal Campos. “Julgo que a relação com os colaboradores é muito próxima porque muitos deles andaram na escola comigo; claro que, desses, já poucos estão na Silampos porque já trabalharam muitos anos”, declarou.
No dia de aniversário da Silampos, Aníbal Campos deixou uma palavra de agradecimento aos colaboradores da empresa. “Nestes dois últimos anos não foi possível mas fazíamos sempre um convívio de S. Martinho e tínhamos sempre orgulho em ter aqui os colaboradores que se reformaram e que estão vivos. Hoje [segunda-feira], as minhas palavras vão para todos os que cá trabalham e deixo uma mensagem de crença no futuro da empresa”, anunciou, confiante.

“Julgo que esta empresa é muito importante para a freguesia”
O empresário Aníbal Campos tem uma grande ligação à vila de Cesar. Natural da freguesia de Cesar, o empreendedor contou que houve um período “difícil” em que pensaram, seriamente, em sair da vila. “Felizmente, entre a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e a Câmara Municipal, encontrou-se uma solução para expandir a empresa. Caso não tivesse sido possível, não me restaria outra opção que não sair do concelho; claro que essa nunca foi a nossa vontade”, enfatizou, enaltecendo que ficaria “triste” se tivessem que sair da vila. “Julgo que esta empresa é muito importante para a freguesia”, considerou o empresário cesarense.