Escola de Enfermagem abre clínica

CLÍNICA REPRESENTA UM APOIO AO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE NA PANDEMIA

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A Escola Superior de Enfermagem (ESE) tem à disposição da comunidade oliveirense uma “clínica-escola com uma componente educativa”, conforme explicou a coordenadora da licenciatura de Acupuntura Manuela Santos, que está, temporariamente, responsável pela gestão do espaço.
Dotada de todos os equipamentos e legalizada, com registo na Entidade Reguladora de Saúde, a clínica está aberta ao público há um mês, atualmente com serviço de Acupuntura, sendo que o objetivo passa por acrescentarem serviços de Osteopatia e Enfermagem.
“Qualquer estado de dor, qualquer situação gástrica, lombalgias e estados de ansiedade”, começou por nomear Manuela Santos, ao explicar algumas das condições a que conseguem dar resposta. “Temos também cá doentes oncológicos em tratamento, para controlo de sintomas”, disse, ao esclarecer que depois de feita uma avaliação ao doente, verificam se é possível ajudar ou não.
Cada sessão, realizada por profissionais credenciados em Medicina Tradicional Chinesa e também enfermeiros, conta com a presença de alunos estagiários. “Na ausência dos alunos, a clínica continua a funcionar, a dar resposta a doentes” para que mantenham o tratamento, segundo explicou a coordenadora. “Há um conjunto de situações em que as pessoas não vão ter facilidade [de acesso] porque os profissionais do Serviço Nacional de Saúde estão sobrecarregadíssimos neste momento”, explicou, ao referir que continuarão abertos, como resposta nas áreas de saúde que possuem, à comunidade local.
A necessidade de criar estágios impulsionou a criação da clínica, que foi pensada desde o projeto de construção. “Quanto mais investirmos numa prática simulada, melhor será a ação do enfermeiro ou de outro profissional quando chega aos serviços de saúde”, afirmou o presidente do concelho de direção da ESE, Henrique Pereira. “Esta ponte de passagem da área simulada à área real, ainda em contexto de ensino, é extremamente importante”, acrescentou, ao explicar que os alunos só intervêm nos utentes com a sua autorização, sendo que as práticas são feitas pelos profissionais.