Entre o “rigor” e a “propaganda”

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Balanço dos primeiros três anos de mandato feito pelo presidente da autarquia oliveirense, mereceu elogios do PS e muitos reparos de PSD e CDS-PP.

No programa ‘Políticamente Correto’ do passado dia 05 de Novembro foi passado em revista o balanço feito por Joaquim Jorge, presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, acerca dos últimos três anos de mandato.
Bruno Aragão, do Partido Socialista, traçou um balanço “mais do que positivo” dos últimos três anos de liderança socialista e, tal como Joaquim Jorge, destacou a “gestão rigorosa que permitiu poupanças de milhares de euros e que gera disponibilidade financeira ao município agora e nos próximos anos”, trabalho que merece ainda maior relevo tendo em conta que a “pandemia agravou e trouxe uma exigência acrescida”.
À ‘direita’, PSD e CDS-PP, que acusam o executivo de não ter uma visão a longo prazo para o município, criticando tanto a falta de obra como as opções tomadas pelo atual responsável pela autarquia oliveirense.
A deputada e vice-presidente da concelhia do PSD Carla Rodrigues criticou o tom de “propaganda eleitoral” e de “desculpabilização” com que Joaquim Jorge anunciou o balanço destes tr

ês anos de mandato. “Este executivo tem de apresentar aquilo que fez e não aquilo que não conseguiu fazer por culpa do passado”, disse, realçando que se “defraudaram as expectativas dos oliveirenses” e muito do trabalho agora apresentado já vinha do anterior executivo. “Se isto é tudo o que tem para apresentar em três anos, é francamente pobre e uma profunda deceção perante o que foram as promessas deste executivo”, referiu, lembrando ainda que “não há uma medida concreta para a família ou para os idosos, nem uma palavra para o desporto, cultura, ação social, sobre coletividades ou mobilidade urbana”.
Já Jorge Melo Pereira, líder da bancada do CDS-PP na Assembleia Municipal, criticou a falta de respostas do atual executivo. “Esta apresentação divide-se em marketing e na obra”, começou por dizer aos microfones da Azeméis FM, explicando que “o marketing são 73 e 27% por cento em termos de obra”.
Para o deputado centrista, “não se vislumbram aqui projetos que venham alavancar Oliveira de Azeméis para o futuro”. Garantiu que “o CDS não faria o Parque Urbano da Cidade por não considerar a obra uma prioridade”, ao contrário do que fez Joaquim Jorge. Melo Pereira acusou ainda o executivo de enganar os munícipes ao anunciar um investimento de 4,2 milhões de euros em saneamento e tratamento de água que “está a ser financiado pelos próprios oliveirenses”.