Contraditório

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Carla Rodrigues *

 

As eleições autárquicas estão aí. Os partidos políticos têm a difícil responsabilidade de encontrar bons candidatos e candidatas, elaborar listas, convidar pessoas e desenvolver programas eleitorais. Não é tarefa fácil, sobretudo num concelho como o nosso, com 19 freguesias, 12 assembleias de freguesia, câmara e assembleia municipais, com centenas de pessoas envolvidas e a envolver. Pela frente encontram muitas vezes falta de disponibilidade, falta de interesse, falta de confiança na política e nos políticos, dúvidas e objecções legítimas e compreensíveis.
A maior parte dos lugares a ocupar nestas eleições não são remunerados, exigem disponibilidade e sacrifícios, exigem trabalho, responsabilidade, exposição pública e muito pouco reconhecimento da sociedade em geral.
Por isto, gostaria de fazer o elogio do serviço à causa pública, o elogio a tantas mulheres e homens que, apesar de tudo, acreditam que é na acção política que se melhora a vida das pessoas, que se transforma a nossa rua, a nossa freguesia, o nosso concelho, o nosso país. Os tempos que vivemos puseram à prova este amor à causa pública, pois um autarca não confina e tantos têm posto em risco a sua própria saúde e até a sua vida, para permanecerem ao serviço das populações que os elegeram.
São muitos os autarcas que não desistem e insistem em revalorizar a política, agindo de forma ética, corajosa e generosa, focados nas pessoas e neste sentido de serviço, reganhando a cada dia, a confiança das pessoas e o respeito, muitas vezes perdido, devido a comportamentos menos dignos de alguns.
O Papa Francisco, na sua encíclica Fratelli Tutti, dedica um capítulo inteiro à política: ‘A Política melhor’, que é a política colocada ao serviço do verdadeiro bem comum.
É desta política que Oliveira de Azeméis precisa.
É nesta política que eu acredito.

* vice-presidente da comissão política concelhia do PSD