Carla Rodrigues *

 

Oliveira de Azeméis tem perdido população de forma consistente ao longo da última década. Em 10 anos perdemos cerca de 3.000 habitantes, o índice de envelhecimento é muito superior à média nacional, havendo 191 idosos por cada 100 jovens, e o saldo natural é francamente negativo (-161), sendo que em 2019 nasceram apenas 459 crianças e tivemos 620 óbitos.
Não conhecemos ainda os dados relativos a 2020, mas face ao aumento da mortalidade este ano, temo que estes números fiquem cada vez mais preocupantes.
Não estamos a ser capazes de renovar gerações, de fixar população, de atrair pessoas.
Enquanto a maioria dos concelhos da Área Metropolitana do Porto verificou em 2019 crescimento da população, Oliveira de Azeméis seguiu em sentido inverso, apenas sendo ultrapassada neste declínio por Santo Tirso, Vale de Cambra e Arouca.
Este é um fracasso colectivo, mas é também um falhanço dos nossos decisores políticos.
As políticas públicas têm de ser indutoras de crescimento, têm de propiciar qualidade de vida e bem-estar que atraia e fixe população, sobretudo população jovem. Isto não tem acontecido.
Os últimos 3 anos de governação socialista não conseguiram inverter esta tendência. Prometeram aos oliveirenses o melhor concelho para viver, investir e trabalhar, mas na prática falharam na concretização deste objectivo e a prova são os indicadores que têm sido divulgados.
Um dos eixos em que assentam as prioridades do Portugal 2030 é precisamente este: Sustentabilidade demográfica, para travar o envelhecimento populacional e assegurar a sustentabilidade demográfica.
Esta é a oportunidade, talvez a derradeira, de invertermos esta tendência de definhamento. Haja a coragem, a visão e a liderança necessárias, para agarrarmos a oportunidade e fazermos o que ainda não foi feito.

* vice-Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD