Contraditório

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Nas aulas de código e, posteriormente, na prática da condução, aprendemos que um sinal azul com uma seta branca nos obriga a virar à esquerda, direita ou a seguir em frente. Há sinais de perigo, triângulos com fundo branco e borda a vermelho e de proibição: círculos brancos com o mesmo debruado a vermelho.
Estes sinais têm por base leis que nos ajudam a viver em sociedade, civicamente.
Agora, peço ao leitor para imaginar a DGS a emanar sinais, comparando-os com os sinais de trânsito. Conseguiria ir a algum lado? Deveria ser uma confusão tão grande que um condutor encartado quase se viria obrigado a sair do carro em andamento, depois de ter ligado a chofagem, virado à direita e engrenado a terceira velocidade!
Há alturas em que, mesmo com toda a indicação que nos é dada, deveremos colocá-la em causa e, se assim for necessário, improvisar, melhorar, mudar de rumo.
Assim nascem líderes; dessa análise da realidade e a vontade de fazer mais e melhor.
Por outras palavras, é o que nos diz Baden-Powell, T.E.Lawrence ou qualquer manual do exército.
Com a crise pandémica e a reconhecida falta de tacto da DGS e da Sra. Ministra da Saúde, revelam-se líderes no poder local: pessoas que não estudaram saúde pública mas que, pela avaliação feita no terreno, por aconselhamento técnico e por obrigação com os seus munícipes, optaram por medidas alternativas que visam reter os focos de contágio e combater a pandemia, apoiar a economia e ter uma palavra de conforto para as pessoas.
Bem sei que este tempo é de união; e o PSD tem tentado ajudar – em vão porque as sugestões e propostas da Vereação laranja não são aceites – o Executivo socialista.
Mas também é tempo de se exigir mais acção, é tempo de se perguntar onde está o líder da sociedade oliveirense. Onde está ele?

João Rebelo Martins, vice-presidente da Comissão
política do PSD