Contraditório

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Sr. Presidente da CMOA; esta crónica é para si e só para si.
O PSD, desde o início da crise pandémica que vivemos, mostrou-se disponível e colaborante com o Executivo do PS: nós na Comissão Política e os Vereadores na Câmara.
Por e-mail, com propostas no Período Antes da Ordem do Dia, acreditando que o senhor, conforme escreveu no seu livro, gostaria de envolver todos os agentes políticos.
No final de Março apresentámos um conjunto de medidas para apoiar directamente as famílias, IPSS, colectividades, empresas; propusemos à CMOA mediar conflitos entre pessoas com dificuldade em pagar as suas contas e a Indaqua.
Fui ingénuo e acusou-nos de oportunismo.
No final de Abril, um mês depois do PSD ter apresentado as medidas que pensava serem correctas, o seu Executivo apresentou medidas mirabolantes para combate à COVID: 200 € por cada associação, cabazes de 25 € por família, 2500 € em bilhetes para espectáculos, distribuídos pelos funcionários que estivessem a trabalhar durante a crise, 1.000.000 € para as zonas industriais e 1.000.000 € para abaixamento do IMI.
Nem uma máscara forneceu aos seus funcionários!
Foi altivo, abusando do eufemismo, e andou a brincar com a gravidade da propagação do vírus e com o quotidiano de todos os que vivem e trabalham no nosso concelho.
Na última Reunião de Câmara o PSD levou a votação 10 pontos de medidas de protecção das pessoas e combate ao contágio da doença e de apoio financeiro e social às famílias, IPSS, Associações e áreas específicas da nossa economia.
O seu Executivo votou contra. Nada de novo quando a ideia não partiu de si.
O Sr. Presidente está a fazer uma política de betão e de tentativa de cumprimento do seu programa eleitoral. Tem as prioridades trocadas: primeiro são as pessoas. Essa é a grande diferença entre nós.
Nuno Pires, presidente da CPS do PSD