Construir o futuro

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António Pinto Moreira *

O CDS tem sido favorável às decisões do Presidente da República, do Governo e das autoridades de saúde para a renovação dos sucessivos estados de emergência, porque a prioridade deverá ser salvar vidas e para isso há que haver prudência na reabertura.
Não estando fora de hipótese um eventual regime de exceção até mais tarde, o CDS irá avaliar a cada quinze dias o evoluir da situação para formular a sua orientação, pois é necessário que o desconfinamento corra bem, para não se perder tudo o que foi feito até aqui e, eu diria, para não aniquilar de vez os setores do turismo e da restauração.
Vamos ouvindo e lendo que as agências de turismo internacionais apontam Portugal nos lugares cimeiros da escolha dos turistas estrangeiros para virem a Portugal neste verão. É certo quer foi para isto que trabalhámos há mais de 2 décadas, pelo menos desde o sucesso da Expo 98 em que Portugal passou a ser um destino apetecido para cidadãos estrangeiros passarem férias. Estes são bons sinais.
Mas não se pode baixar a guarda. O reforço do controlo de fronteiras tem de passar a ser uma prioridade para garantir que novas estirpes não se propaguem até Portugal. Não é tempo de dramatismos, mas tem de ser tempo de vigilância ativa. Não está afastada a possibilidade de haver novas estirpes em países com que Portugal tem relações de proximidade e que sejam mais contagiosas e perigosas e que escapam às vacinas existentes. É certo que os agentes da comunidade científica que vemos na Comunicação Social sempre nos têm tranquilizado que as vacinas desenvolvidas têm um espectro largo contra várias tipologias de variantes, mas é uma hipótese que não devemos fingir que não possa existir.

* Presidente da Comissão Política concelhia do CDS-PP/ Membro da Comissão Política Nacional do CDS-PP