Construir o futuro

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Jorge Melo Pereira *

 

O saldo de gerência da Autarquia de 2020 e que transita para o presente ano é de quase 20 milhões de Euros! Assim foi apresentado na Assembleia Municipal no passado dia 24 de fevereiro, por parte da câmara socialista.
Mas afinal o que é o saldo de gerência? Perguntam muitos de nós.
Muito resumidamente, saldo de gerência representa a diferença entre todas as receitas e todos os gastos, que dá uma leitura muito real daquilo que a câmara se propôs executar no ano anterior e não executou, portanto, não por falta de dinheiro, mas porque não pôde, porque não soube ou porque não quis. É uma destas razões.
Recorde-se que, no encerramento das contas de 2019, o CDS constatou que esta câmara apenas tinha executado 27% do previsto, o que quer dizer que em cada 100€ apenas investiu 27€, a mais baixa taxa de execução de que há memória. Em breve saberemos como terminou 2020.
Então quais são as principais razões para este saldo tão elevado?
Ora, em termos de receitas, esta câmara soube prever o quanto iria receber, aqui as receitas não têm fugido muito do previsto em orçamento. Mas o que tem falhado constantemente são as promessas de obra e investimento que têm vindo a serem adiadas constantemente.
Penso que todos entendem a razão.
Este saldo de gerência, textualmente nas palavras do documento apresentado, são para “ocorrer ao aumento global da despesa orçada no ano seguinte”, procedendo-se de seguida a uma revisão orçamental.
O CDS já tinha razão na última Assembleia em novembro. Agora ficou ainda mais clara a estratégia seguida:
3 anos de cortes nos apoios a famílias, economia, associativismo, entre outros.
3 anos a falhar as metas previstas de investimento.
E, a menos de 1 ano de eleições, a querer demonstrar que se vai fazer o que ainda não foi feito.

* Líder do Grupo Municipal do CDS-PP