Construir o futuro

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Na edição anterior escrevi como é que poderemos esperar até setembro uma frente de obra de cem mil euros por dia. É obra, dizem uns, é inteligência, dizem outros. Muitos apaniguados desta política, esses, insultam nas redes sociais no respaldo do silêncio ensurdecedor das suas ideias próprias.
Nesta semana vou dissertar um pouco acerca das transferências correntes do município para as organizações da nossa sociedade.
Começando pelas transferências para as freguesias. É muito importante conceder cada vez mais autonomia e meios financeiros para os executivos das freguesias. Mas isso não é um favor, é um dever de gestão municipal, não poderá nunca ser uma bandeira. Porque é como nas famílias, ou os pais compram os livros ou dão dinheiro aos filhos e eles que comprem, a mesma coisa, onde quiserem. O saco do dinheiro é o mesmo.
Já noutras rubricas, os dois primeiros anos de arranque do presente mandato foram marcados por cortes bruscos nos apoios em relação ao anterior. Os números estão no papel, cortaram em seis rubricas: transferências para educação e formação, para apoio às famílias, para Empresas e Comércio, para a cultura, para serviços gerais, para serviços do ordenamento do território.
Agora, para o último ano, a Câmara pretende ser muito generosa e transferir a caminho de seis milhões de euros. Em termos relativos, só nestas seis rubricas o orçamento vem empolado em 95% e 90% em relação, respetivamente, a 2018 e 2019. Atente-se. É o dobro para o próximo ano.
O que é que levou agora a esta reviravolta na opinião e considerar que, em 2021, afinal transferir para os agentes da educação e da formação, famílias, cultura e ordenamento do território, afinal, são extremamente importantes?
Eu tenho para mim uma resposta.
António Pinto Moreira, Presidente da Comissão Política Concelhia do CDS-PP