Confiança é essencial

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Eduardo Costa *

“Que vacina tomou?” A pergunta foi feita a uma mulher dos seus 70 anos. “Não vi, não sei. Vejo aqui no papel que me deram a Astrazeneca”. “Não tive qualquer dor ou efeito negativo, desses que falam! Estava tudo muito bem organizado, foi rápido, muito simpáticos!” A senhora estava feliz. Já tinha tomado a primeira dose e “agora vou tomar a segunda em julho”.
A tranquilidade desta senhora é igual à da maioria, desacordo com o que se ouve. Felizes porque ficam mais próximos de afastar o temível vírus. Não se preocupando com a origem da vacina. O que significa que confiam nas autoridades de saúde.
Segundo as informações que vamos observando, a confiança nas vacinas pela população em geral estará muito associada ao discurso dos líderes de opinião. Em Portugal os discursos têm sido alinhados por uma atitude de confiança nas autoridades de saúde, europeia e nacional. Governo, Presidente da República e líderes da oposição. Incluindo os habituais comentadores políticos de referência. Esta atitude é merecedora de elogios. Em momentos difíceis como este conseguimos perceber a maturidade de quem elegemos. Parece ser comum a conclusão de que todos estão a ajudar à tranquilidade e confiança dos portugueses. No que toca às vacinas, à polémica em torno das mesmas, à gestão do processo de vacinação, todos tendem a um discurso muito cauteloso. Os nossos políticos estão bem nesta fotografia.

* jornalista, presidente da
Associação Nacional da Imprensa Regional