Comunidade escolar enfrenta Covid-19

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Existem alguns casos positivos nas escolas do concelho de Oliveira de Azeméis, mas, segundo o presidente da Câmara Municipal, “nada que se compare a situações dramáticas” que se “veem em outros concelhos”. Com o “tremendo” número de aumentos diários de infeções por Covid-19, Joaquim Jorge declarou que é “provável” que se possa ter “problemas mais complexos” nas instituições de ensino.

“Tivemos um ou outro caso de um aluno positivo nas escolas. Agora, não temos tido problemas generalizados que levassem ao encerramento integral de uma escola”, garantiu o edil ao Correio de Azeméis, apesar de reconhecer que a situação está a “evoluir”.
No Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, por exemplo, foram sinalizados até ao momento cinco casos em cinco turmas diferentes. O contágio, segundo a diretora do agrupamento, ocorreu fora do contexto escolar. “De acordo com as orientações da autoridade de saúde local, procedeu-se ao isolamento profilático de uma turma e de alguns alunos em outras”, explicou Ilda Ferreira, em declarações ao Correio de Azeméis. “As medidas implementadas são do conhecimento de toda a comunidade escolar, mantendo-se o estipulado pela Direção-Geral de Saúde”, acrescentou.
Apesar dos contágios, a escola tem procurado agir com “celeridade”. “Os diretores de turma têm sido excelentes como intermediários entre os encarregados de educação”, apontou a diretora. “Neste contexto, para os alunos em isolamento, é ativado o regime de ensino à distância de acordo com o plano existente no agrupamento”, declarou, realçando que privilegiam a utilização do Moodle como plataforma de ensino, alternando-se aulas síncronas com momentos de trabalho autónomo dos alunos. Para além disso, estão também em funcionamento salas de estudo virtuais e aulas de apoio. “Os alunos nesta situação encontram-se sinalizados e o seu ‘regresso’ será acompanhado pela Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI)”, assegurou Ilda Ferreira.

“Não posso dizer que não tenho jovens infetados”
No Agrupamento de Escolas de Loureiro, a situação parece ser normal mas, como apontou a diretora da instituição, tudo pode mudar num instante. “Neste momento, não temos nenhuma turma em casa em consequência da Covid-19”, contou Ana Rio ao Correio de Azeméis. “Só tivemos um grupo de alunos que esteve em casa durante um dia para prevenção, indicação dada pela autoridade de saúde local”, complementou, ao explicar que são apenas contactados pela equipa de saúde local quando “eles entendem que há alguma situação que motiva uma medida na escola”. “Quando a autoridade de saúde local entende que não há necessidade de tomar medidas na escola, não nos dizem se há crianças que testaram, ou não, positivo”, esclareceu a professora. “Temos que confiar que a equipa de saúde está a fazer o seu trabalho e que, se eles entendem que não há risco, nós não podemos pôr em causa o critério deles”, considerou Ana Rio (ver caixa respeitante às denúncias nas redes sociais do Correio de Azeméis). Um dos exemplos dados pela diretora do agrupamento diz respeito a alunos que estão em isolamento profilático porque têm o pai ou a mãe infetados com Covid-19 e que, por motivos óbvios, não estão a ter aulas presenciais. “Agora, se esses alunos vão fazer o teste ou não, se dá positivo ou não… Não temos esse conhecimento”, reforçou.

Denúncias disparam nas redes sociais
Uma fonte do Correio de Azeméis, que preferiu manter o anonimato, declarou que existem casos de pais infetados com Covid-19 cujos filhos continuam a ir às aulas na EB1 de Travanca. Adiantou, ainda, que na escola do Cruzeiro “há uma criança infetada” e que as turmas do 2.º e 3.º anos estão em isolamento profilático a aguardar um contacto do Serviço Nacional de Saúde para “um agendamento de testes”. Na escola, a mesma fonte comentou que, quer no horário da manhã quer no período da tarde, apenas existe “uma funcionária a tratar das crianças”. “Até à data, ainda não existe resposta do agrupamento que, em outubro, disse haver indicação de uma nova funcionária. Até agora, não aconteceu”, apontou. Nas redes sociais do Correio de Azeméis, são inúmeras as denúncias de pais e encarregados de educação sobre casos confirmados por Covid-19 nas escolas, mas por motivos alheios ao jornal preferiram não falar sobre o assunto.