Comerciantes sentem-se “desprezados”

Presidente da Câmara: “queremos que todos se sintam bem no mercado provisório”

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Feirantes entrevistados pela Azeméis TV/FM mencionaram que mercados como os de Albergaria (primeira imagem) e São João da Madeira (segunda imagem) atraem clientes por causa da variedade de bens que vendem. “Dão vida à cidade, ao comércio local”

 

Os feirantes do Mercado Municipal, José Tavares, Manuel Custódio e Paulo Ressurreição queixam-se de que “não sabem quando será a mudança para o mercado provisório e o local onde vão ficar”, afirmando que “têm uma logística complicada para preparar a mudança e que a mesma exige tempo”. Os vendedores adiantam, ainda, que se sentem “desprezados” e que “ninguém do executivo fala com eles”.

Em declarações ao Correio de Azeméis, o presidente da Câmara Municipal, Joaquim Jorge, esclareceu que a mudança para o mercado provisório “será articulada com os comerciantes de forma a minimizar os problemas logísticos”. “Os locais onde vão ficar constam do layout apresentado na reunião com os representantes dos comerciantes do mercado [ver caixa], estando porém a câmara disponível para proceder aos ajustes necessários de forma a que todos os comerciantes se sintam bem no mercado provisório”, assegurou. Em relação às declarações dos comerciantes de produtos diversos, em que referem que se sentem “desprezados” e que “ninguém do executivo fala com eles”, Joaquim Jorge sublinhou que os consumidores são “a razão de ser do mercado”. “Por isso, o executivo camarário estará disponível para conversar com todos os comerciantes e encontrar com eles soluções para os seus problemas”, realçou.
Presidente da câmara: “O novo mercado será uma referência de qualidade e conforto na região, vai atrair mais consumidores”
Em entrevista à Azeméis TV/FM, os feirantes José Tavares, Paulo Ressurreição e Manuel Custódio partilharam uma visão comum — que, durante décadas, “não houve consideração” pelo espaço no qual laboram e que não foram tidos em conta na “decisão de não os contemplarem no novo mercado”. O autarca oliveirense enfatizou que o município pretende que o novo mercado seja “uma referência de qualidade e conforto na região” e “um equipamento dotado de todas as respostas comerciais” que permitam “atrair mais consumidores”. “Procuraremos assegurar que todos os produtos que são disponibilizados atualmente aos consumidores continuem a ser comercializados no futuro”, apontou Joaquim Jorge.
Como resposta às declarações dos feirantes que afirmam “não compreender porque vão para o mercado provisório quando não irão para o novo mercado”, o presidente da Câmara voltou a reforçar que procurarão encontrar “soluções para todas as necessidades dos consumidores”. “Os comerciantes do atual mercado são todos bem vindos no mercado provisório onde poderão continuar a desenvolver a sua atividade, com todas as condições, caso seja esse o seu interesse”, concluiu.

Alguns comerciantes visitaram mercado provisório com presidente da Câmara
Tal como o Correio de Azeméis já tinha avançado numa das últimas edições do jornal, os comerciantes confirmaram que a câmara municipal reuniu com um grupo de representantes para mostrar o mercado provisório, situado no parque subterrâneo do Intermarché de Oliveira de Azeméis, assim como para esclarecer qualquer dúvida que surgisse. Para o feirante José Tavares, o local escolhido pela autarquia não o agradou. “Meia dúzia de comerciantes foram ver o espaço com o presidente da câmara [Joaquim Jorge], que nos explicou as hipóteses tidas em conta antes da escolha daquele espaço e que nenhuma delas tinha as condições favoráveis do parque do Intermarché”, contou o feirante. No entanto, o futuro do novo mercado não foi discutido. “Disseram-nos que iam fazer uma feira com produtos não essenciais quando sairmos do mercado provisório, mas não nos disseram a periodicidade da mesma e não acreditamos no sucesso de uma nova feira”, declarou José Tavares, acrescentando que “os meus clientes já me avisaram que não se vão deslocar até ao mercado provisório. Acho que vamos perder o negócio”. Num comentário à publicação da entrevista da Azeméis TV/FM nas redes sociais, Lasalette Coelho escreveu o seguinte: “Eu sou das mais antigas no mercado e o presidente ainda não falou comigo. Já passaram vários presidentes de câmara e todos reuniam no mercado com os comerciantes”.