Cinco milhões para expandir Área Empresarial

20 hectares de terrenos particulares repartidos por 82 parcelas

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O requerimento da declaração de Utilidade Pública dos terrenos abrangidos pelo plano de urbanização da Zona Industrial de Loureiro, destinados à expansão da Área de Acolhimento Empresarial de Ul/Loureiro, foi aprovado por unanimidade em Assembleia Municipal. A intenção do executivo é utilizar esta declaração para que seja possível uma candidatura a fundos comunitários que irá permitir a expansão daquela área empresarial.

Marta Cabral

A declaração de Utilidade Pública diz respeito a 20 hectares de terrenos particulares repartidos por 82 parcelas abrangidas pelo plano de urbanização da Zona Industrial de Loureiro e o executivo estima que o valor destas parcelas ronde 1,720 milhões de euros. O deputado do PSD Albino Martins encarou esta atitude da autarquia como “uma decisão acertadíssima” que começou por “se concretizar em mandatos anteriores”. “Criticaram-nos fortemente pela expropriação de terrenos”, afirmou, admitindo que, após ouvir as explicações do presidente da Câmara, Joaquim Jorge, sobre o seu “caráter de urgência” para ser possível participar na candidatura num prazo de 30 dias, considerou que “meia resposta estava dada” para justificar a ação repentina do município. “No entanto, não tenham ilusões. O valor desta expropriação não vai ficar em 1,7 milhões de euros”, apontou Albino Martins. “Vamos votar sem reservas para que se concretize esta expansão; que esta prioridade assumida não deixe ficar para trás as zonas industriais de S. Roque, Nordeste e Pindelo e Nogueira do Cravo”, apelou.
Joaquim Jorge referiu que tem vontade de requalificar todas as zonas industriais do concelho e adiantou que estão a ultimar o projeto para a Zona Industrial do Nordeste, num valor estimado de 750 mil euros. “Já lançámos a concurso a requalificação da Zona Industrial de Oliveira de Azeméis, num valor de 300 mil euros, e também estamos a trabalhar num projeto realizado internamente para a requalificação da Zona Industrial de Nogueira do Cravo e p, enumerou. “Claro que, depois, temos esperança de dirigir a nossa atenção para outros espaços industriais e de tratar de futuras expansões mas, para já, o que importa é requalificar o que existe”, sublinhou.

 

Junta de Freguesia de Loureiro lamenta não ter sido envolvida
O presidente da Junta de Freguesia de Loureiro, José Queirós, evidenciou, na Assembleia Municipal, a sua satisfação relativamente à expansão da Área de Acolhimento Empresarial de Ul/Loureiro, mas lamentou não ter tido conhecimento desta intenção do município há mais tempo. “Só porque, enquanto fui questionado por algum freguês, poderia ter dado informações concretas”, explicou o autarca loureirense. Em resposta, o presidente da Câmara Municipal desculpou-se pelo facto de José Queirós não ter sido envolvido no projeto. “Trabalhámos dia e noite; foi um trabalho enorme da equipa municipal”, justificou Joaquim Jorge.

 

“Invoquei duas surpresas: a reviravolta nas prioridades da Câmara Municipal e a expropriação dos terrenos. Afinal, não deveríamos estar assim tão errados [no passado]”.
Albino Martins, PSD

“Peço-lhe que me possa enviar todas as afirmações que disse sobre o PS relativamente à Área de Acolhimento Empresarial de Ul e Loureiro, uma vez que é de extremo mau gosto dizer que o PS nunca defendeu aquela zona”.
Bruno Aragão, PS

“As afirmações são minhas. Baseio-me no que foi feito pelo PS durante este mandato que está a chegar ao fim, daí a conclusão de que o Partido Socialista não apostou naquela zona”.
Albino Martins, PSD

“Sendo a sua opinião, está dispensado de trazer qualquer documento. Devemos debater os assuntos tal como eles são”.
Bruno Aragão, PS

“A minha opinião foi baseada em factos. Nestes anos, não vi nada projetado sobre a ampliação”.
Albino Martins, PSD

“Se suporta a sua posição em factos, apresente os mesmos. Se eu estiver errado, peço desculpa imediatamente. Estas zonas industriais sempre foram prioritárias”.
Bruno Aragão, PS